Conflito no Sudão do Sul deixa dezenas de mortos em dois dias

Por iG São Paulo |

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Haveria ao menos 66 soldados mortos, diz médico citado pela BBC. Violência continua após tentativa de golpe na 2ª

Mais de 60 soldados foram mortos em dois dias de confrontos na capital do Sudão do Sul, Juba, disse a BBC citando um médico em um hospital militar. Milhares buscaram abrigo em dois complexos da ONU na capital.

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Civis chegam a complexo da Missão da ONU para o Sudão do Sul em busca de refúgio em Juma

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O médico Ajak Bullen disse que ao menos 66 morreram nos confrontos. "Até agora, perdemos sete soldados que morreram enquanto esperavam tratamento, e outros 59 que morreram do lado de fora", disse à mídia local. "Os corpos estão em um necrotério e estamos organizando um enterro em massa", afirmou.

Citando o subsecretário do Ministério da Saúde, Makur Matur Kariom, a Reuters afirmou que os dois dias de confrontos deixaram 26 mortos, indicando se referir a civis e não a militares. "Essas são as pessoas que chegaram ao hospital e morreram no hospital. Quem morreu fora do hospital não está sendo contabilizado", disse Kariom, do Hospital Escola de Juba. Os confrontos na capital começaram no domingo.

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Tiros esporádicos continuaram a irromper em Juba, capital do Sudão do Sul, nesta terça-feira, um dia após o presidente Salva Kiir ter dito que as forças de segurança frustraram uma "tentativa de golpe" por parte de partidários do ex-vice-presidente Riek Machar.

Barnaba Marial Benjamin disse à Associated Press que o Exército prendeu cinco líderes políticos com supostos vínculos com a tentativa de golpe e que muitos outros ainda têm de ser rastreados. O principal deles é Machar, disse, que deve ter-se escondido depois de ter sido identificado como o líder político favorecido pela facção de soldados que tentavam assumir o controle do poder no início desta semana.

A Embaixada dos EUA em Juba e a Missão da ONU no Sudão do Sul negaram que tenham oferecido abrigo a Machar.

*Com BBC, Reuters e AP

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