Israel dispara contra dois soldados libaneses após morte de militar israelense

Por iG São Paulo |

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Tropas abrem fogo após morte de soldado por franco-atirador; não há informação sobre estado dos libaneses

Militares israelenses dispararam contra dois soldados libaneses no início da manhã desta segunda-feira, horas depois de um franco-atirador do Exército libanês ter matado o soldado israelense Shlomi Cohen, 31, enquanto ele dirigia perto de Rosh Hanikra, ao longo da instável fronteira entre os dois países, no fim da noite de domingo, disse o Exército de Israel.

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Soldados israelenses montam guarda em Rosh Hanikra, Israel, perto da fronteira com o Líbano

Os disparos aumentaram a possibilidade de uma retomada de confrontos na área, que se mantém na maior parte do tempo calma desde uma guerra de um mês travada em 2006, embora uma autoridade de Defesa de Israel tenha dito que o Estado judeu não tem interesse em uma escalada maior.

A Agência de Notícias Nacional do Líbano confirmou os disparos por um membro do Exército libanês, mas não deixou claro por que o franco-atirador abriu fogo. No passado, o Exército libanês disparava depois de dizer que soldados israelenses haviam tentado infiltrar o território do país.

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Autoridades de segurança do Líbano não comentaram imediatamente a morte. O grupo xiita libanês Hezbollah, que travou a guerra contra Israel há sete anos, não parece ter envolvimento no incidente.

Mais tarde, a porta-voz do Exército israelense, Libby Weiss, disse que forças do Estado judeu identificaram "movimento suspeito" ao longo da fronteira logo depois da meia-noite e dispararam contra dois membros das Forças Armadas do Líbano. Ela afirmou que os disparos aconteceram perto de onde Cohen foi morto. A porta-voz não tinha detalhes sobre o estado dos soldados libaneses.

A agência libanesa afirmou que as tropas de Israel abriram fogo em uma área florestal no lado libanês da fronteira à 1 hora local. A agência não informou sobre baixas entre os libaneses.

Depois da morte do soldado no domingo, Peter Lerner, um porta-voz do Exército israelense, disse que Israel protestou contra "essa quebra ultrajante da soberania de Israel" com as forças da missão de paz da ONU no Líbano e aumentou seu estado de prontidão.

"Não vamos tolerar agressão contra o Estado de Israel, e manteremos o direito de exercitar a autodefesa contra os que lançarem ataques contra Israel e seus civis", disse. Mas, acrescentou, "não temos nenhum interesse em aumentar a escalada de violência".

O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, disse que o governo israelense se reunirá com a força da Unifil (missão de paz da ONU) para pedir uma explicação do Exército libanês sobre se o soldado agiu sozinho, sem ordens, e sobre o que o Líbano fará para evitar a repetição de incidentes como este no futuro.

*Com AP

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