Intérprete de cerimônia de Mandela era de grupo que queimou homens, diz parente

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Jantjie queimou suspeitos de roubo até a morte ao incendiar pneus em volta de seus pescoços em 2003

O falso intérprete de sinais que atuou na cerimônia em homenagem a Nelson Mandela fez parte de um grupo de pessoas que abordou dois homens com uma televisão roubada e os queimou até a morte ao pôr fogo em pneus ao redor de seus pescoços, disse um dos primos do intérprete e três de seus amigos à Associated Press nesta segunda-feira.

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O falso intérprete de sinais ao lado do presidente dos EUA, Barack Obama (10/12)

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Mas Thamsanqa Jantjie nunca foi a julgamento pelos assassinatos de 2003, assim como o foram outros suspeitos em 2006, porque as autoridades determinaram que ele não tinha condições mentais para ser submetido a julgamento, disseram os quatro. Eles insistiram em falar sob condição de anonimato por causa do fiasco envolvendo Jantjie na cerimônia do dia 10, que envergonhou profundamente o governo sul-africano e desatou uma investigação em alto nível para estabelecer como isso aconteceu.

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Seu relato sobre as mortes condiz com a descrição do crime feita pelo próprio Jantjie em uma entrevista publicada no domingo pelo Sunday Times de Johanesburgo. "Era uma coisa da comunidade, o que você chama de justiça da multidão, e eu estava lá", afirmou ao jornal.

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Jantjie não estava em sua casa nesta segunda-feira, e o primo disse à AP que ele saiu com alguém em uma picape no domingo e que ainda não havia retornado. Seu celular tocou até acabar em uma caixa de voz dizendo que Jantjie não estava disponível.

Veja as imagens na cerimônia de homenagem a Mandela:

Presidente dos EUA, Barack Obama (D), tira selfie com premiês da Dinamarca, Helle Thorning Schmidt (C), e do Reino Unido, David Cameron , em cerimônia por Mandela. Foto: Getty ImagesMenino com o rosto pintado durante tributo ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Foto: APA presidente Dilma Rousseff chega ao Estádio FNB. Ela foi uma das oradoras da cerimônia a Nelson Mandela. Foto: ReutersO presidente dos EUA, Barack Obama, desembarca ao lado de Michelle Obama. Foto: APRosto de Nelson Mandela é visto em telão durante serviço em sua memória no Estádio FNB, em Johanesburgo. Foto: APGraça Machel, viúva de Nelson Mandela, durante a cerimônia de homenagem ao ícone antiapartheid
. Foto: APA atriz sul-africana Charlize Theron e o cantor Bono são vistos no estádio. Foto: APImagem do ex-presidente Nelson Mandela, que morreu aos 95 anos, é vista. Sob chuva, milhares de sul-africanos acompanharam as cerimônias. Foto: APBarack Obama e sua esposa, Michelle Obama, olham folheto oficial durante a cerimônia de homenagem a Mandela. Foto: ReutersPresidente Dilma Rousseff acena ao chegar a cerimônia de memória a Nelson Mandela. Ela foi uma das oradoras da homenagem. Foto: APApesar da chuva, milhares de sul-africanos foram ao estádio homenagear o ícone antiapartheid. Foto: ReutersDilma observa o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumprimentar o presidente cubano, Raul Castro . Foto: ReutersDurante a cerimônia, presidente Obama se encontra com o presidente cubano, Raúl Castro, e aperta sua mão no Estádio FNB em Soweto. Foto: APSul-africanos acompanham discurso de Obama. O presidente dos Estados Unidos disse que Nelson Mandela foi um "gigante da história" e o "último grande libertador do século". Foto: APA ex-secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton cumprimenta o ex-primeiro-ministro britânico John Major . Foto: APObama beija a viúva de Nelson Mandela, Graça Machel, durante a cerimônia em memória ao ex- memorial para o ex-presidente. Foto: APMulher segura imagem de Nelson Mandela e se emociona durante tributo ao ícone antiapartheid. Foto: APPresidente sul-africano, Jacob Zuma, fará o principal discurso da cerimônia. Ele foi vaiado pelos presentes. Foto: ReutersO ex-primeiro-ministro britânico John Major, centro, cumprimenta o ex-presidente dos EUA, George W. Bush. Mais a frente, o também ex-presidente dos EUA, Bill Clinton. Foto: APSul-africanas abraçam imagem de Nelson Mandela durante uma cerimônia em Johanesburgo em homenagem ao ex-presidente. Foto: ReutersA rainha Rania, da Jordânia, também esteve presente na cerimônia que lembrou o ex-presidente Nelson Mandela. Foto: ReutersHomem segura foto de Mandela ao entrar no estádio. Foto: APPresidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, chega ao estádio para acompanhar o tributo. Foto: ReutersSecretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o presidente sul-africano, Jacob Zuma, acompanha homenagem. Foto: APDurante a cerimônia de homenagem a Nelson Mandela, mulher lê um jornal. Milhares acompanharam tribuno. Foto: ReutersA modelo Naomi Campbell chega ao Estádio FNB em Soweto, onde o ex-presidente Nelson Mandela receberá homenagens que fazem parte do seu funeral. Foto: APO ex-presidente da França Nicolas Sarkozy e seu sucessor, François Hollande, participam da cerimônia. Na foto, acima, primeiro-ministro italiano Enrico Letta e sua esposa. Foto: ReutersSul-Africanos aguardam em portão para participar de homenagem ao ex-presidente Nelson Mandela, que morreu aos 95 anos. Foto: ReutersSob chuva, grupo chega para acompanhar homenagem a Mandela. Foto: APMulheres posam ao chegar no Estádio Soccer City . Foto: APPresidente dos Estados Unidos, Barack Obama, foi um dos oradores da cerimônia. Foto: APMultidão começa a lotar o Estádio FNB (Soccer City) em Soweto. A chuva que caia  afastou muitos da cerimônia. Foto: ReutersPresidente da Índia, Pranab Mukherjee, chega ao evento em memória de Nelson Mandela. Foto: AP
Winnie Mandela, ex-mulher do ex-presidente, é vista no Estádio FNB (Soccer City) em Soweto, onde acontecem as homenagens
. Foto: Reuters

Em vez de responder a julgamento, Jantjie ficou internado por um período superior a um ano, disseram os quatro, para então voltar a viver em seu pobre bairro nos arredores de Soweto. Em determinado momento depois disso, ele começou a conseguir alguns trabalhos como intérprete de sinais em eventos do partido governista Congresso Nacional Africano.

Jantjie disse à AP na semana passada que tem esquizofrenia e alucinou, vendo anjos, enquanto fazia gestos incoerentes a uma distância ínfima do presidente Barack Obama e de outros líderes durante a cerimônia em um estádio de Soweto. Especialistas na linguagem de sinais disseram que seus braços e mãos faziam apenas gestos sem nexo.

*Com AP

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