Ex-prestador de serviços que vazou programas de espionagem dos EUA está em asilo temporário na Rússia

Reuters

Edward Snowden segue asilado na Rússia
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Edward Snowden segue asilado na Rússia

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, rejeitou nesta segunda-feira a insinuação de que os Estados Unidos poderiam conceder anistia ao ex-prestador de serviços da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) Edward Snowden se ele entregasse os documentos que ainda estão em seu poder.

"Nossa posição nessa questão não mudou de modo algum", disse Carney em um encontro com a imprensa, respondendo a uma pergunta.

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"O senhor Snowden foi acusado de vazar informações secretas e ele enfrenta nos Estados Unidos acusações criminais. Ele deveria retornar aos Estados Unidos o mais depressa possível, onde ele terá seus direitos legais respeitados em nosso sistema."

Documentos vazados por Snowden revelaram detalhes da vigilância indiscriminada da NSA e provocaram revolta com a espionagem da agência.

Snowden obteve asilo temporário na Rússia.

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Rick Ledgett, que supervisiona uma força-tarefa da NSA para avaliar os danos dos vazamentos de Snowden, disse no domingo ao programa "60 Minutes", da rede CBS, disse que "valia a pena ter uma conversa sobre" conceder anistia a Snowden se ele entregasse a informação da qual se apoderou.

"Na minha opinião, sim, vale a pena ter uma conversa sobre isso", disse Ledgett. "Eu preciso de garantias de que o resto dos dados estaria seguro e meu nível de exigência para essas garantias seria muito elevado."

(Reportagem de Mark Felsenthal e Steve Holland)

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