Visitação pública a corpo de Mandela tem superlotação no último dia

Por Reuters | - Atualizada às

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Com quilômetros de filas, autoridades pedem que outros sul-africanos desistam de se dirigir à sede governo

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Dezenas de milhares de admiradores lotaram nesta sexta-feira um complexo governamental em Pretória para se despedir de Nelson Mandela, no último dia de visitação pública ao corpo do líder da luta contra o apartheid.

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Visitação: Autoridades pedem que sul-africanos não formem mais filas

AP
Polícia sul-africana controla multidão depois de tumulto na fila para ver corpo de Nelson Mandela

2º dia: Milhares de sul-africanos enfrentam fila para visitar corpo de Mandela

1º dia: Corpo de Mandela começa a ser exposto na sede do governo

Tamanha era a aglomeração na sede oficial do governo que as autoridades precisaram pedir a outros interessados em ver o corpo de Mandela que se afastassem da área de estacionamento e embarque montada para levar o público até o velório.

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"Não podemos garantir que todas as pessoas que estão no momento nas filas nos vários centros terão acesso ao prédio", disse o governo em nota. Às 7h30 (3h30 em Brasília), 50 mil esperavam o transporte nos estacionamentos. As filas se alongavam por quilômetros a partir do complexo governamental, no alto de um morro, chegando ao centro da cidade.

O corpo do primeiro presidente negro da África do Sul está sendo velado pelo terceiro e último dia antes de ser levado no sábado, por via aérea, até Qunu, aldeia onde ele foi criado, na Província do Cabo Oriental. O enterro será no domingo. Mandela morreu em 5 de dezembro aos 95 anos.

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"Não me importo de esperar, hoje é o último dia e preciso lhe dizer obrigado. Sou quem eu sou e estou onde estou por causa desse homem", disse Elise Nkuna, moradora de Johanesburgo, que contou ter tirado dois dias de folga para ver Mandela.

Passando diante do caixão, onde alguns se curvavam em sinal de reverência, era possível ver o corpo de Mandela em uma camisa de batique verde e dourada, um estilo que ele usava bastante e que lhe ficou associado. Seu rosto estava visível.

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Na sexta-feira, Mandla, neto de Mandela, estava sentado ao lado do caixão, cumprimentando os passantes com sorrisos. Por causa do calor, capelães militares e médicos distribuíam garrafas de água e lenços umedecidos.

O público do velório superou de longe o dos dois dias anteriores. Cerca de 21 mil pessoas homenagearam Mandela na quarta-feira, e 39 mil na quinta-feira, segundo as autoridades.

Infográfico: Nelson Mandela e a África do Sul

Soldados da Marinha ficam todo o tempo ao lado do corpo de Nelson Mandela (12/12). Foto: APEmocionadas, pessoas deixam prédio da União após homenagens ao líder Mandela (12/12). Foto: APAlguns dos visitantes são vistos chorando em fila para ver o corpo de Mandela (12/12). Foto: APPessoas usam guarda-chuva contra o sol durante a longa espera para ver Nelson Mandela (12/12). Foto: APLongas filas formadas por sul-africanos que esperam para prestar homenagens ao líder (12/12). Foto: APPessoas fazem fila para entrar nos ônibus que vão em direção a sede do governo, onde corpo de Mandela é exposto (11/12). Foto: APCentenas fazem fila para ver caixão com corpo de Mandela (11/12). Foto: APAdmirador de Mandela se emociona depois de ver caixão com corpo de Mandela em Pretória. Foto: APFlor é vista sobre caixão com o corpo de Nelson Mandela (11/12)
. Foto: APViúva de Nelson Mandela, Graça Machel, diz adeus a corpo de Nelson Mandela na sede do governo em Pretória, África do Sul (11/12). Foto: APPresidente sul-africano, Jacob Zuma, reza em frente de corpo de Mandela (11/12). Foto: APWinnie Madikizela-Mandela, ex-mulher de Mandela, deixa sede do governo após ver corpo de Nelson Mandela (11/12). Foto: APModelo Naomi Campbell (E) é ajudada ao sair de local onde disse adeus a Nelson Mandela (11/12). Foto: APBono e sua mulher, Ali Hewson (E), e Zelda le Grange, ex-assistente de Nelson Mandela, deixam local de exposição de corpo de ex-líder (11/12). Foto: APMenina segura foto do ex-presidente Nelson Mandela ao passar por vendedor de rua do lado de fora de sede do governo em Pretória (11/12). Foto: AP

Para ver o corpo na sexta-feira, algumas pessoas entraram na fila na véspera. "Estamos com fome e com sede, e não temos dinheiro para comida. A ideia de que eu preciso estar aqui para prestar a homenagem me mantém", disse Leena Mazubiko, que veio a Pretória da Província de Mpumalanga, no leste.

Antes do velório, Mandela já havia sido homenageado na terça-feira com uma cerimônia no estádio Soccer City, em Johanesburgo, com a presença de dezenas de chefes de Estado e governo.

Em comparação com aquele evento, o funeral de domingo será um evento mais restrito, com foco na família, mas algumas personalidades como o príncipe Charles, da Grã-Bretanha, e o ex-presidente americano Bill Clinton estarão presentes. A cerimônia combinará a pompa militar com rituais tradicionais da etnia xhosa.

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