Rússia é uma força para a boa moral mas não uma superpotência, diz Putin

Por Reuters |

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"Não forçamos a nossa patronagem a ninguém", discursou o presidente como uma crítica aos Estados Unidos

Reuters

O presidente russo, Vladimir Putin, em uma crítica velada aos Estados Unidos, descreveu nesta quinta-feira (12) a Rússia como uma força para a paz e a moralidade, que não tem o desejo de se tornar uma superpotência mundial.

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"Não aspiramos a sermos chamados de alguma forma de superpotência, entendo isso como uma reivindicação de hegemonia global ou regional", disse o presidente em discurso anual a parlamentares e autoridades russas.

AP
Putin durante discurso nesta quinta-feira no Kremlin, em Moscou (12/12)

"Nós não infringimos os interesses de ninguém, nós não forçamos o nossa patronagem a ninguém, ou tentamos ensinar alguém como viver", disse Putin, usando declarações que repetem críticas feitas anteriormente aos Estados Unidos.

A Rússia, disse Putin, vai se esforçar para ser uma liderança que defende o direito internacional e respeita a soberania nacional e a independência das nações. "Isso é absolutamente compreensível para um Estado como a Rússia, com sua grande história e cultura", afirmou.

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Putin disse que o país ainda ajudou a prevalecer "o direito internacional, o bom senso e a lógica da paz" ao ter papel importante no acordo que levou a Síria a se desfazer de suas armas químicas para evitar possíveis ataques militares dos EUA.

Sem citar os Estados Unidos, Putin advertiu que o desenvolvimento de escudos antimísseis e de armas poderosas de longo alcance pode "reduzir a nada" os atuais pactos de controle de armas nucleares existentes e perturbar o equilíbrio estratégico pós-Guerra Fria.

"Ninguém deve ter qualquer ilusão sobre a possibilidade de ganhar superioridade militar sobre a Rússia", disse. "Nós nunca vamos permitir que isso aconteça. A Rússia irá responder a todos estes desafios, políticos e militares."

(Reportagem de Alexei Anishchuk)

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