Manifestantes ucranianos permanecem acampados e desafiam a polícia

Por Reuters |

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Cerca de 2 mil manifestantes mantêm posições em acampamento após ação de forças policiais em Kiev

Reuters

Cerca de 2 mil manifestantes contrários ao governo da Ucrânia se mantinham encolhidos junto a fogueiras acesas no meio da neve em seu acampamento, em Kiev, nesta terça-feira, desafiando as forças policiais que durante a noite expulsaram os ativistas para longe dos prédios públicos.

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AP
Ativistas pró-União Europeia são vistos em suas barricadas enquanto tropa de choque se prepara para entrar em prédio da administração presidencial em Kiev, Ucrânia

Dezenas de agentes da tropa de choque removeram as barricadas que sitiavam a sede da presidência, os ministérios e o Parlamento. Os manifestantes se reagruparam na Praça da Independência, no centro de Kiev, onde armaram um acampamento com barracas e um palco onde cantores e oradores se revezam 24 horas por dia.

A bandeira presidencial, azul com um tridente dourado no centro, tremulou em frente ao gabinete, sinalizando que Viktor Yanukovych está trabalhando - possivelmente pela primeira vez desde que os protestos começaram, em 21 de novembro, por causa da decisão dele de não assinar um acordo de associação com a União Europeia, favorecendo uma maior aproximação com a Rússia.

Os manifestantes temiam que a chegada da tropa de choque policial, na segunda-feira, prenunciasse uma repressão, mas não se repetiu a violência da semana passada, quando dezenas de ativistas foram feridos.

Enquanto a crise ameaça uma economia já em crise, Yanukovych se prepara para conversar na terça-feira com três ex-presidentes ucranianos. Também na terça-feira, ou então na quarta-feira, ele deve se reunir com a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

Ilya Shutov, ex-mineiro da cidade de Donetsk, no leste, disse que os manifestantes permanecerão acampados até que Yanukovych renuncie.

"Éramos a favor do acordo de associação com a UE porque achamos que ele obrigaria nossas autoridades a serem civilizadas. Sua recusa à Europa é a recusa a serem civilizados", disse. "Nosso objetivo é nos livrarmos de autoridades como as soviéticas."

Em visita a Moscou, a subsecretária norte-americana de Estado, Victoria Nuland, reiterou o apelo por calma em Kiev, e acrescentou que a Rússia deveria "usar sua influência para pressionar pela paz, a dignidade humana e uma solução política", segundo nota da embaixada dos EUA em Moscou.

Veja as imagens dos protestos na Ucrânia:

Jovem é visto sobre barricadas para defender ativistas pró-UE em Kiev, Ucrânia (9/12)
. Foto: APPoliciais antidistúrbio bloqueiam ativistas pró-UE reunidos na Praça da Independência, em Kiev (9/12). Foto: APOficiais da polícia antidistúrbio são visto dentro de ônibus enquanto esperam para bloquear ativistas reunidos na Praça da Independência em Kiev, Ucrânia (9/12). Foto: APManifestante destrói estátua com uma marreta na Ucrânia (8/12). Foto: APManifestantes derrubaram estátua de Lênin na Ucrânia (8/12). Foto: APManifestantes usam marreta contra estátua de Lênin na Ucrânia (8/12). Foto: APImagem de arquivo de estátua de Lênin em Kiev, Ucrânia. Foto: APAtivistas pró-União Europeia lotam Praça da Independência e Kreshchatik, a principal rua de Kiev, Ucrânia (8/12). Foto: APParte da estátua no chão (8/12). Foto: APManifestantes se revezaram no uso da marreta contra a estátua de Lênin (8/12). Foto: APManifestantes criticam presidente por se distanciar da Europa e estreitar laços com a Rússia. Foto: APPedaços da estátua foram levados para a Praça da Independência, em Kiev (8/12). Foto: APManifestação de domingo reuniu centenas de milhares em Kiev (8/12). Foto: APManifestação foi a maior a acontecer no país desde a Revolução Laranja, em 2004. Foto: APAtaque à estátua simboliza repúdio da relação da Ucrânia com a Rússia (8/12). Foto: APManifestantes sobem na estrutura onde ficava a estátua em Kiev (8/12). Foto: APUcranianos fantasiados de cossacos e ativistas pró-União Europeia participam de protesto em Kiev (8/12). Foto: APMultidão é vista em local onde ficava estátua de Lênin em Kiev (8/12). Foto: AP

Por outro lado, a Câmara dos Deputados russa deve aprovar uma moção rejeitando a interferência de políticos ocidentais na Ucrânia, fato desencadeado pela visita a Kiev, na semana passada, do ministro alemão de Relações Exteriores.

Na quinta-feira, a polícia ucraniana havia dado cinco dias para que os manifestantes se dispersassem, mas isso não aconteceu.

"Vamos permanecer aqui até o fim para defender nossos direitos", disse o advogado Sergei Kuzan, 29 anos, parte de uma equipe autogerida de segurança montada para defender as barricadas no acampamento da praça da Independência. "Minha tarefa é não deixar a polícia entrar, nem os provocadores."

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