Mentor de líder da Coreia do Norte é expulso do regime por 'vida depravada'

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Tio de Kim Jong-un perde todos os cargos acusado de ser mulherengo, usar drogas e jogar em cassinos no exterior

A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira que expulsou o tio do líder norte-coreano, Kim Jong-un, considerado a segunda autoridade mais importante do país, acusando-o de corrupção, uso de drogas, de fazer apostas em jogos de azar, de ser mulherengo e de geralmente levar uma "vida depravada".

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Pessoas assistem a programa de TV mostrando Jang Song Thaek, tio do líder norte-coreano, se retirado de reunião de emergência em Pyongyang

Execução de assessores: Tio de líder da Coreia do Norte teria sido deposto

O jovem líder norte-coreano agora terá de decidir sem seu parente, há muito visto como seu mentor, enquanto consolida seu depois depois da morte de seu pai, Kim Jong-il, há dois anos. A queda de Jang Song Thaek, detalhada em uma longa transmissão pela mídia estatal, é a mais recente e mais significativa em uma série de mudanças que Kim tem conduzido em um aparente esforço de reforçar seu poder.

Alguns analistas veem o expurgo como um sinal da crescente confiança de Kim, mas também há temor em Seul de que a remoção de uma parte tão importante do governo norte-coreano - visto por pessoas de fora como o principal partidário de reformas econômicas no estilo da China - poderia criar uma instabilidade perigosa ou levar a um erro de cálculo ou ataque contra o Sul.

As tensões ainda estão altas na Península Coreana depois de várias ameaças feitas em março e abril pelo governo de Kim contra Washington, Seul e Tóquio, incluindo promessas de ataques nucleares e com mísseis e alertas de que Pyongyang retomaria a produção de combustível para uma bomba nuclear.

Funcionários de inteligência da Coreia do Sul disseram há alguns dias que o expurgo era provável pelo fato de que dois assessores de Jang foram executados no mês passado por corrupção. Um recente documentário estatal no Norte teve todas as imagens de Jang removidas.

Jang - que é casado com a tia de Kim Jong-un, Kim Kyong-hui, a irmã mais nova de Kim Jong-il - foi descrito pela mídia estatal como alguém que "abusava de seu poder", tinha "envolvimento em irregularidades e corrupção", consumia drogas, apostava dinheiro em cassinos enquanto era tratado em um país estrangeiro. A transmissão também afirmou que ele "tinha mantido relações impróprias como várias mulheres e comia e bebia em restaurantes caros".

"Afetado pelo modo de vida capitalista, Jang cometeu irregularidades e atos de corrupção e levou uma vida depravada", afirmou. As alegações contra Jang não puderam ser confirmadas de forma independente.

A decisão de retirar todos os postos e títulos de Jang e de expulsá-lo do governista Partido dos Trabalhadores foi tomada em um encontro do Birô Político do Comitê Central do partido no domingo. 

*Com AP

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