Assim como Dilma e ex-presidentes brasileiros, presidente dos EUA estará presente em evento de terça em estádio

Mais de 70 chefes de Estado e governo são esperados na África do Sul nesta semana para comparecer aos eventos do funeral do ex-presidente Nelson Mandela, e a maioria deve participar de uma grande homenagem no Estádio FNB (Soccer City), Johanesburgo, na terça-feira (10), disseram autoridades.

"O mundo inteiro está vindo para a África do Sul", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Clayson Monyela.

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Pessoas levantam suas mãos enquanto rezam pelo ex-presidente Nelson Mandela dentro de local onde ele nascem em Mvezo, África do Sul
AP
Pessoas levantam suas mãos enquanto rezam pelo ex-presidente Nelson Mandela dentro de local onde ele nascem em Mvezo, África do Sul


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Depois da homenagem, que está sendo considerada uma das maiores reuniões de líderes globais na história recentes, apenas alguns dignitários irão ao funeral de Estado de Mandela no vilarejo de Qunu, em Cabo Oriental, acrescentou o porta-voz. "Estamos tentando manter a cerimônia para a família", disse Monyela à Talk Radio 702.

A presidente Dilma Rousseff participará do evento em Johanesburgo acompanha pelos ex-presidentes José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

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Infográfico: Nelson Mandela e a África do Sul

O presidente dos EUA, Barack Obama, também estará presente com a primeira-dama americana, Michelle Obama, e os ex-presidentes George W. Bush (2001-2009) e Bill Clinton (1993-2001). O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também viajará a Johanesburgo para o evento.

Com hinos e louvores, os sul-africanos de todas as cores e credos relembraram Mandela em um dia de orações no domingo, mantendo-o como exemplo para construir uma nação e um mundo melhores.

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Nas igrejas, mesquitas, sinagogas e centros comunitários em todo o país, desde o rio Limpopo até o Cabo, milhões ofereceram louvores e refletiram sobre um homem celebrado como "Pai da Nação" e como um farol global de integridade, retidão e reconciliação.

Mandela, o primeiro presidente negro da África do Sul que conduziu a saída de seu país do apartheid para uma democracia multirracial, morreu na quinta-feira aos 95 anos.

*Com Reuters

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