Em maior protesto na Ucrânia desde 2004, manifestantes destroem estátua de Lênin

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Protesto denuncia decisão do presidente de se distanciar da União Europeia e criar laços mais estreitos com a Rússia

Centenas de milhares de manifestantes antigoverno e favoráveis a um acordo da Ucrânia com a União Europeia (UE) protestaram neste domingo na Praça da Independência, em Kiev, contra a decisão do presidente Viktor Yanukovych de se distanciar da Europa e criar laços mais estreitos com a Rússia.

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Jovem é visto sobre barricadas para defender ativistas pró-UE em Kiev, Ucrânia (9/12)
. Foto: APPoliciais antidistúrbio bloqueiam ativistas pró-UE reunidos na Praça da Independência, em Kiev (9/12). Foto: APOficiais da polícia antidistúrbio são visto dentro de ônibus enquanto esperam para bloquear ativistas reunidos na Praça da Independência em Kiev, Ucrânia (9/12). Foto: APManifestante destrói estátua com uma marreta na Ucrânia (8/12). Foto: APManifestantes derrubaram estátua de Lênin na Ucrânia (8/12). Foto: APManifestantes usam marreta contra estátua de Lênin na Ucrânia (8/12). Foto: APImagem de arquivo de estátua de Lênin em Kiev, Ucrânia. Foto: APAtivistas pró-União Europeia lotam Praça da Independência e Kreshchatik, a principal rua de Kiev, Ucrânia (8/12). Foto: APParte da estátua no chão (8/12). Foto: APManifestantes se revezaram no uso da marreta contra a estátua de Lênin (8/12). Foto: APManifestantes criticam presidente por se distanciar da Europa e estreitar laços com a Rússia. Foto: APPedaços da estátua foram levados para a Praça da Independência, em Kiev (8/12). Foto: APManifestação de domingo reuniu centenas de milhares em Kiev (8/12). Foto: APManifestação foi a maior a acontecer no país desde a Revolução Laranja, em 2004. Foto: APAtaque à estátua simboliza repúdio da relação da Ucrânia com a Rússia (8/12). Foto: APManifestantes sobem na estrutura onde ficava a estátua em Kiev (8/12). Foto: APUcranianos fantasiados de cossacos e ativistas pró-União Europeia participam de protesto em Kiev (8/12). Foto: APMultidão é vista em local onde ficava estátua de Lênin em Kiev (8/12). Foto: AP

Na maior manifestação a ocorrer no país desde os protestos pró-democracia da Revolução Laranja, em 2004, os manifestantes derrubaram a estátua do líder bolchevique Vladimir Lênin, decapitando-a e espancando seu torso a marretadas enquanto outros gritavam "Glória à Ucrânia".

Em um gesto que deve enfurecer Yanukovych, os manifestantes içaram um enorme retrato de sua rival Yulia Tymoshenko em uma imponente árvore para celebrar o ano-novo, enfeitada com cartazes contra o governo.

Os manifestantes estão revoltados com as especulações de que Yanukovych, que se encontrou com o presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira em Sochi, pode levar a Ucrânia a um acordo aduaneiro, uma decisão que a oposição alega se encaixar no projeto de Putin de recriar a União Soviética.

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AP
Ativista pró-União Europeia lotam Praça da Independência e Kreshchatik, a principal rua de Kiev, Ucrânia

"O país inteiro está sofrendo por causa deste governo", disse a estudante Sasha Trojan, de 20 anos, que pegou um trem para Kiev, da cidade de Poltava, a cerca de 300 quilômetros.

"Se Yanukovych permanecer no poder, vamos acabar como Belarus", disse, mencionando os temores da oposição de que Yanukovych, com o apoio do dinheiro russo, reprima a dissidência assim como o presidente Alexander Lukashenko fez no país vizinho.

"Queremos uma Ucrânia europeia", disse Vasil Didukh, de 23 anos, que como muitos dos manifestantes vieram do oeste da Ucrânia, a base do poder de Tymoshenko e de outros líderes da oposição.

AP
Ucranianos fantasiados de cossacos e ativistas pró-União Europeia participam de protesto em Kiev

Os protestos aumentaram os temores pela estabilidade política e econômica no país ex-soviético de 46 milhões de habitantes, que faz fronteira com quatro países da União Europeia e é a principal rota para o gás russo para a Europa.

Cerca de 350 mil compareceram à manifestação semelhante no domingo passado, um dia depois de a tropa de choque agredir manifestantes e jornalistas em uma operação condenada por governos ocidentais.

*Com Reuters e AP

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