Principais jornais e sites de notícias mundiais destacam morte de primeiro presidente negro da África do Sul

BBC

Jornais do mundo inteiro deram grande destaque à morte do ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela , conhecido mundialmente por sua luta contra o apartheid. Na Grã-Bretanha, os jornais The Guardian, The Daily Telegraph e The Independent dedicaram capas inteiras ao ex-líder sul-africano.

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A edição final do tabloide britânico The Sun inclui doze páginas de tributo, enquanto o Times conta com um encarte de 16 páginas contando sobre sua vida na prisão e relembrando a primeira eleição na África do Sul aberta a eleitores de todas as raças do país.

A edição também inclui o texto de seu discurso feito durante seu julgamento em 1964, em que ele respondia por acusações de sabotagem.

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O The Daily Telegraph descreve Mandela como "o arquiteto que transformou a África do Sul de despotismo racial em uma democracia liberal" e conta sua vida em um obituário dividido em sete partes.

Para o editor do The Independet, Paul Vallely, "Ele era um modelo de fé, esperança, e caridade. Havia algo sobre ele a que o mundo aspirava".

O The Guardian publicou uma linha do tempo com os momentos mais importantes da vida de Mandela. E em sua versão online os leitores são convidados a clicar nas imagens mais impressionantes feitas do ex-líder do Congresso Nacional Africano.

Após a confirmação da morte do ex-presidente, um grupo de pessoas acende lanternas de papel em homenagem a Nelson Mandela nos EUA (5/12)
Reuters
Após a confirmação da morte do ex-presidente, um grupo de pessoas acende lanternas de papel em homenagem a Nelson Mandela nos EUA (5/12)

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Lembrando que o nome dado à Mandela no nascimento, Rolihlahla, tem o significado tribal de "um que traz problema sobre si", o Daily Mirror diz "a história vai registrar que Nelson era um herói que causou problemas durante toda a sua vida, até seus últimos anos quando seus olhos ainda brilhavam e ouvíamos sua risada sem vergonha".

'Um libertador'

O diário americano The New York Times também dedicou sua primeira página ao ex-presidente, com a manchete "Conquistador do apartheid na África do Sul, como combatente, prisioneiro, presidente e símbolo".

A manchete do Washington Post relata a morte do homem "que curou uma nação", e o jornal ressalta ainda que "sua vida heroica e estatura moral imponente fizeram dele um dos estadistas mais influentes da história".

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Um pôster gigante com uma foto do ex-presidente Nelson Mandela cobre a fachada do Ministério das Relações Exteriores em Paris (6/12)
Reuters
Um pôster gigante com uma foto do ex-presidente Nelson Mandela cobre a fachada do Ministério das Relações Exteriores em Paris (6/12)

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Para o espanhol El País, Mandela "foi o homem que derrotou o racismo" e descreve o ex-presidente como alguém que tinha "à sua disposição um coquetel sedutor e irresistível composto de um encanto infinito, nascido com uma imensa segurança em sim mesmo, princípios inflexíveis, visão estratégica e um pragmatismo absoluto". Para o jornal, "sua biografia traça a vida de uma personalidade única".

O argentino Clarín descreve Mandela como "símbolo da dignidade e da luta contra o ódio". O diário lembra também a visita de Mandela à Argentina em 1998, e como o ex-líder foi ovacionado durante cinco minutos no Senado argentino.

O jornal francês Le Monde optou pela simples e direta manchete "Nelson Mandela está morto". O diário diz também que Mandela tem sido comparado, por seu carisma e feroz determinação, a Mahatma Gandhi, dalai-lama e Martin Luther King . Mas ressalta que "é mais provável que Nelson Rolihlahla Mandela represente para a África o que Abraham Lincoln foi para os Estados Unidos e Simón Bolívar para a América do Sul: um libertador".

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