Ataque de quinta-feira contra sede da Defesa deixou 52 mortos e mais de 160 feridos na capital do país, Sanaa

Um grupo ligado à rede Al-Qaeda assumiu a responsabilidade pelo ataque de quinta-feira contra o Ministério da Defesa do Iêmen que deixou 52 mortos , na pior ação de militantes em 18 meses.

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Fumaça sobe de local de explosão em Ministério da Defesa em Sanaa, Iêmen
AP
Fumaça sobe de local de explosão em Ministério da Defesa em Sanaa, Iêmen

Quinta: Militantes lançam ataque duplo contra Ministério da Defesa do Iêmen

"Em devoção à política de atingir salas de operação de aviões sem pilotos, os mujahideens (combatentes sagrados) atacaram com força uma dessas salas na sede do Ministério da Defesa", disse Ansar al-Sharia (Partidários da lei Islâmica) em uma mensagem postada no Twitter, no início desta sexta-feira. O grupo é ligado à Al-Qaeda na Península Arábica .

O ataque lançado com a detonação por um suicida de um carro com explosivos seguida de uma troca de tiros entre militantes e as forças de segurança também deixou 167 feridos, destacando a ameaça persistente à estabilidade e à segurança do empobrecido país árabe.

Segundo fontes do governo, os atiradores chegaram minutos depois da explosão, aparentemente em uma tentativa de tomar o controle do complexo localizado no centro de Sanaa.

Os militantes da Al-Qaeda se concentram no sul e no leste do Iêmen, mas ocasionalmente lançam ataques na capital. Eles se aproveitaram da precária condição de segurança do país em 2011 e 2012, durante um levante contra o então presidente Ali Abdullah Saleh , para assumir o controle do território no sul.

*Com Reuters e AP

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