Militantes lançam ataque duplo contra Ministério da Defesa do Iêmen

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Explosão de carro-bomba seguida de troca de tiros entre combatentes e forças de segurança deixa 52 mortos

A detonação por um suicida de um carro com explosivos seguida de uma troca de tiros entre militantes e as forças de segurança deixou 52 mortos, incluindo civis e soldados, e 167 feridos nesta quinta-feira no Ministério da Defesa na capital do Iêmen, Sanaa, em um ataque que destaca a ameaça persistente à estabilidade e à segurança do empobrecido país árabe.

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AP
Fumaça sobe de local de explosão em Ministério da Defesa em Sanaa, Iêmen

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Segundo fontes do governo, os atiradores chegaram minutos depois da explosão, aparentemente em uma tentativa de tomar o controle do complexo localizado no centro de Sanaa.

Há informações de que os atiradores estavam armados com rifles de assalto, granadas de mão e granadas propelidas por foguetes. Eles vestiam uniformes do Exército iemenita, disseram autoridades.

Não houve uma reivindicação imediata de responsabilidade pelo ataque, que teve as marcas da Al-Qaeda, cujo braço no Iêmen é considerado um dos mais ativos do mundo.

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O Ministério da Defesa divulgou uma declaração breve confirmando o ataque desta quinta-feira, afirmando que a "maioria" dos atiradores foram mortos, mas sem informar quantos eram ou sem dar outros detalhes.

As autoridades disseram que a explosão danificou bastante um hospital dentro do complexo, iniciou um incêndio e destruiu janelas e portas de casas e escritórios vizinhos. A explosão e a troca de tiros subsequente destruíram um veículo blindado que pertencia ao Exército e reduziram três carros civis que estavam do lado de fora do complexo a carcaças carbonizadas, afirmaram testemunhas.

Os militantes da Al-Qaeda se concentram no sul e no leste do Iêmen, mas ocasionalmente eles lançam ataques na capital. Eles se aproveitaram da precária condição de segurança do país em 2011 e 2012, durante um levante contra o então presidente Ali Abdullah Saleh, para assumir o controle do território no sul.

*Com AP

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