Vice-presidente dos EUA incentiva chineses a desafiar seus líderes

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Biden diz que 'inovações só podem ocorrer quando se respira livremente. Desafie seu governo, seus professores'

O vice-presidente americano, Joe Biden, incentivou chineses a "desafiar o governo", durante um breve encontro nesta quarta-feira na Embaixada dos EUA em Pequim.

Conheça a home do Último Segundo

AP
O vice-presidente dos EUA, Joe Biden (E), é visto ao lado do vice da China, Li Yuanchao, na execução dos hinos nacionais durante cerimônia de boas-vindas em Pequim

Dia 2: Vice dos EUA inicia missão delicada para desarmar tensão na Ásia

Acompanhado pelo embaixador Gary Locke, Biden saudou centenas de chineses que faziam fila no setor de vistos. "Inovações podem somente ocorrer quando você respira livremente. Desafie o governo, os seus professores, os seus líderes religiosos", afirmou Biden.

Segundo Biden, "as crianças nos EUA são premiadas - e não punidas - por desafiar o status quo".

O vice-presidente visita Pequim a convite do governo chinês. Depois da visita à embaixada, ele compareceu a uma cerimônia oficial de boas-vindas na Grande Sala do Povo, onde ele se reuniu com o vice-presidente chinês, Li Yuanchao, e afirmou que a China e os EUA deveriam expandir a cooperação prática e apresentar resultados. Mais tarde, ele se encontrou com o presidente Xi Jinping.

Prioridade na pauta de discussões é a nova zona de identificação aérea chinesa no mar Oriental da China, à qual Washington, Tóquio e Seul se opõem. Previamente, uma nota da mídia estatal chinesa advertiu que ele não deveria repetir "declarações erradas" sobre a zona.

Analistas: Zona de defesa aérea chinesa aumenta risco de guerra na região

Não é a primeira vez que Biden tenta interagir com populares na China. Em 2011, também em Pequim, ele foi a um restaurante típico. "Se vocês vierem a Washington, digam que falaram comigo aqui e eu prometo que vocês vão poder me ver", brincou na embaixada.

Na quinta, Biden visitará o complexo da liderança da China, conhecido como Zhongnanhai.

Zona aérea

A China anunciou uma nova Zona de Identificação de Defesa Aérea (Adiz, na sigla em inglês) no mês passado e disse que aeronaves voando através da zona deveriam respeitar duas regras, incluindo apresentar planos de voo.

A Adiz cobre ilhas reivindicadas e controladas pelo Japão e um rochedo submerso pedido pela Coreia do Sul. Na sexta-feira, a China enviou jatos de combate para monitorar os aviões dos EUA e do Japão voando na área.

Tóquio disse que suas companhias aéreas nacionais não apresentariam seus planos de voo quando transitassem pela zona, mas na sexta os EUA afirmaram esperar que suas empresas "operassem de forma consistente com as normas lançadas por países estrangeiros". Isso não indicava "a aceitação pelo governo americano dos requerimentos da China para operar na recém-declarada Adiz", disse o Departamento de Estado.

Falando em Tóquio na terça, Biden disse que os EUA estão "profundamente preocupados com a tentativa de mudar unilateralmente o status quo no mar Oriental da China Sea".

*Com Reuters e BBC

Leia tudo sobre: euachinabidenmar oriental da chinailhas diaoyuilhas senkaku

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas