Tio de líder da Coreia do Norte teria sido deposto e assessores, executados

Por iG São Paulo |

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Se confirmada, informação de Seul representaria a maior mudança na liderança do país desde morte de Kim Jong-il

A agência de inteligência da Coreia do Sul acredita que um poderoso tio do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, pode ter sido demitido de seus cargos no mês passado, com dois de seus assessores tendo sido executados, disseram dois legisladores nesta terça-feira. Se confirmada, a queda representaria a maior mudança na liderança norte-coreana desde que Kim sucedeu a seu pai, dizem analistas.

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AP
Sul-coreano assiste à programa de TV mostrando o líder norte-coreano, Kim Jong-un (D), e seu tio, Jang Song Thaek

Segundo eles, o Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul lhes teria dito que Jang Song Thaek não tem sido visto em público desde então, indicando que ele pode ser sido retirado de seus postos.

Não houve nenhum comentário oficial da Coreia do Norte sobre o que aconteceu com Jang, e não é possível confirmar a informação de forma independente.

Há informações de que Jang já havia sido removido no passado, apenas para voltar ao poder posteriormente. Ele ocupou vários postos importantes e é casado com a tia de Kim Jong-un, Kim Kyong Hui, a irmã mais jovem de Kim Jong-il.

Ele era visto como uma poderosa influência enquanto Kim Jong-un consolidava o poder depois da morte de Kim Jong-il, em dezembro de 2011. Jang caminhou ao lado de Kim Jong-un durante o cortejo fúnebre do corpo do líder morto, e durante os dois últimos anos apareceu de pé, atrás do sobrinho, em eventos públicos.

A agência de espionagem sul-coreana não confirmou os detalhes dados pelos legisladores sobre Jang, que surgiram em uma reunião de inteligência a portas fechadas. Jung Chung-rae, um dos legisladores, disse que a agência não lhes disse como conseguiu as informações.

O outro legislador, Cho Wonjin, afirmou que a agência relatou que as autoridades norte-coreana investigavam alegações de corrupção envolvendo assessores de Jang e que eles foram executados. A última vez em que Jang foi visto na mídia norte-coreana foi em 6 de novembro.

Autoridades de inteligência da Coreia do Sul erraram previamente em prever mudanças no fechado vizinho do Norte, e graduadas autoridades norte-coreanas ocasionalmente desapareceram dos relatos de mídia para depois reaparecer.

Em anos recentes, Jang ganhou altos cargos no partido e no comando militar, incluindo o de vice-presidente da poderosa Comissão de Defesa Nacional e participação no grupo político do governista Partido dos Trabalhadores. Jang também tem sido um frequente companheiro de Kim Jong-un em suas viagens em todo o país, assim como era de Kim Jong-il.

Ele também serviu como uma importante autoridade de política econômica encarregada do impulso para atrair investimento externo, viajando em 2012 para a China para discutir o estabelecimento de zonas econômicas especiais. No passado, ele assumiu a responsabilidade para a indústria do esporte da Coreia do Norte, um dos projetos favoritos de Kim Jong-un.

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