Técnicos brasileiros iniciam investigação sobre acidente que matou 33 na África

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Avião Embraer 190 da LAM caiu na Namíbia na sexta e uma das vítimas era brasileira. Companhia aérea tinha sido banida do espaço aéreo europeu em 2011.

Técnicos da empresa brasileira Embraer já estão na região em que caiu nesta sexta (29) um avião de sua fabricação, matando todos os 27 passageiros e seis tripulantes que estavam a bordo do Embraer 190 das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). Um brasileiro estava entre os mortos.

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AP Photo/NAMPA, Olavi Haikera
Destroços do avião Embraer 190 que matou 33 pessoas na Namíbia


A investigação sobre as causas do acidente terá duas comissões de inquérito: uma liderada por Moçambique, com representantes da LAM e do Ministério dos Transportes e Comunicação, e outra internacional, encabeçada pela Namíbia - país em que voo TM470, que fazia o trajeto entre Maputo e Luanda.

Apesar de esse ter sido o primeiro acidente da história da companhia aérea, fundado há 33 anos, a empresa enfrentou uma banição imposta pela União Europeia em 2011 e foi proibida de voar para o continente. Como resposta, modernizou sua frota - o avião acidentado tinha sido entregue pela Embraer há pouco mais de um ano.

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O acidente do voo TM 470 intriga as autoridades porque ocorreu num momento em que a aeronava estava em altitude de cruzeiro, cerca de 12 mil metros, no meio do percurso entre as capitais de Moçambique e Angola, e simplesmente despencou do céu, o que sugere inicialmente a perda em pleno ar de um componente fundamental para a estabilidade do equipamento.

A LAM informou que o comandante do voo TM 470, cujo nome não foi divulgado, era experiente e tinha mais de 4 mil horas de voo. O copiloto tinha pelo menos 1.000 horas de experiência no Embraer 190.

Brasileiro
O brasileiro morto no acidente, Sérgio Miguel Pereira Soveral, era empresário e gestor da maior fabricante de carrocerias e reboques de Moçambique. O Ministério das Relações Exteriores informou que está prestando assistência consular à família, radicada em Moçambique há anos.

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