Rússia concede fiança a último ativista do Greenpeace ainda preso

Por Reuters |

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Australiano Colin Russell, de 59 anos, será libertado da prisão quando a fiança de 60 mil dólares for paga

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Uma corte russa concedeu nesta quinta-feira (28) direito à liberdade sob fiança ao último ativista do Greenpeace ainda detido devido a um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico.

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O australiano Colin Russell, de 59 anos, será libertado da prisão em São Petersburgo quando a fiança de 2 milhões de rublos (60 mil dólares) for paga, disse o Greenpeace.Todos os outros 29 detidos durante o protesto, incluindo uma brasileira, já foram soltos sob fiança.

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Ativista Colin Russell é visto em foto tirada a partir de um monitor durante uma audiência

Russell era um dos tripulantes do Arctic Sunrise, navio quebra-gelo do Greenpeace tomado pela guarda costeira russa após um protesto em 18 de setembro, no qual os ativistas tentaram escalar uma plataforma de petróleo da Gazprom.

Todas as 30 pessoas presas foram acusadas de vandalismo e podem ser condenadas a até sete anos de prisão, em um caso que provocou críticas de países ocidentais e é visto por opositores do Kremlin como uma repressão contra a dissidência ao presidente Vladimir Putin.

Russell havia tido a fiança negada em audiências anteriores, em novembro, mas obteve sucesso ao recorrer. Não está claro se os não russos do grupo --formado por pessoas de 18 nacionalidades, incluindo a brasileira Ana Paula Maciel-- poderão deixar a Rússia.

Leia mais: Tribunal marítimo da ONU manda Rússia liberar embarcação do Greenpeace

Três russos presos por protesto do Greenpeace são soltos sob fiança

"Nenhum de nós vai comemorar de verdade até que eles tenham permissão para volta para casa e as acusações contra eles sejam arquivadas", disse o membro do Greenpeace Ben Ayliffe em comunicado, acrescentando que todos os integrantes do grupo permaneceriam em São Petersburgo por enquanto.

A plataforma Prirazlomnaya, alvo do protesto do Greenpeace, é a primeira estrutura russa de exploração de petróleo no Ártico, cujos recursos naturais podem impulsionar a economia da Rússia. Putin já disse considerar as atividades no Ártico uma prioridade.

O Greenpeace classificou as acusações como infundadas, dizendo que os protestos foram uma tentativa pacífica de chamar atenção para possíveis danos ambientais causados pelas perfurações em uma região relativamente preservada.

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