Senado italiano cassa mandato de Berlusconi

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Expulso, ex-premiê citou que democracia vive "dia de luto"; político foi condenado a quatro anos por fraude fiscal

O Senado da Itália expulsou nesta quarta-feira o ex-premiê Silvio Berlusconi, de 77 anos, do Parlamento após a condenação por fraude fiscal. A decisão ainda deixa Berlusconi inelegível por pelo menos seis anos.

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Reuters
Político foi recepcionado por partidários do partido Forza Italia nesta quarta-feira após decisão

Berlusconi, que dominou a política nas últimos 20 anos, pode agora ser preso já que perdeu sua imunidade política. Ele disse aos partidários, que o aguardavam na porta do Senado, que hoje é um "dia de luto" para a democracia. Antes da votação decisiva, Berlusconi prometeu que continuaria sua carreira política e a liderança do partido "Forza Italia" pela "luta pelo bem" do país.

Outubro: Berlusconi é condenado a um ano de prisão por fraude fiscal
Junho: Berlusconi é sentenciado a sete anos por escândalo sexual
Março: Berlusconi é condenado a um ano de prisão por publicação de escuta

O Senado, a Câmara Alta do Parlamento italiano, rejeitou nove propostas apresentadas por vários senadores para que não fosse aplicada a Berlusconi a chamada “Lei Severino”, aprovada pelo governo anterior liderado por Mario Monti, que estabelece a expulsão do Parlamento dos condenados a penas superiores a dois anos de prisão. A decisão de afastar Berlusconi foi anunciada pelo presidente do Senado, Pietro Grasso.

A medida contou com o apoio, entre outros, do Partido Democrata do atual primeiro-ministro italiano Enrico Letta; do Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo; e do grupo Eleição Cívica, do ex-primeiro-ministro Mario Monti.

Votaram contra, entre outros, o Forza Italia, partido do antigo governante; a Liga Norte e os antigos parceiros políticos do "Il Cavaliere" (que significa o cavaleiro, apelido de Berlusconi), o grupo Novo Centro-Direita, liderado pelo vice-primeiro-ministro italiano e "delfim" político de Berlusconi, Angelino Alfano.

"Sem perdão"

No último domingo (14), o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, rejeitou o pedido de perdão de Silvio Berlusconi pela condenação do ex-premiê por fraude fiscal , e disse ao líder da centro-direita que ele deveria cumprir a lei caso fosse expulso do Parlamento.

Um comunicado do gabinete de Napolitano disse que o ex-primeiro-ministro tinha não só falhado em se comportar de uma maneira que pudesse tornar o perdão possível, mas também havia "expressado julgamentos e intenções de extrema gravidade".

*com AP e Agência Brasil

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