Protestos ganham força e manifestantes paralisam ministérios na Tailândia

Por Agência Brasil |

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Ato contra corrupção no governo é o maior desde 2010. Manifestantes bloquearam entradas dos prédios públicos

Agência Brasil

Manifestantes tailandeses continuam a protestar contra corrupação no governo e paralisaram, nesta terça-feira, ministérios na capital Bangcoc. Depois de semanas de mobilização, milhares estão concentradas desde domingo (24) para exigir a saída da primeira-ministra, Yingluck Shinawatra. Os manifestantes rejeitam a chefe de governo e, especialmente, seu irmão, o ex-premiê Thaksin Shinawatra, destituído por um golpe de Estado em 2006.

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Entenda: Milhares vão às ruas e exigem renúncia de premiê na Tailândia

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Tailandeses bloqueiam entrado do Ministério das Finanças, em Bangcoc, nesta terça-feira

O movimento de oposição, o mais importante desde a crise de 2010, se intensificou hoje quando os manifestantes invadiram os ministérios das Finanças e dos Negócios Estrangeiros. De acordo com a chancelaria, os manifestantes já deixaram o local, mas ainda ocupam o ministério das Finanças. Os militantes são liderados pelo oposicionista Suthep Thaugsuban, do Partido Democrata.

Vários outros ministérios, como os de Turismo, Agricultura, Transportes e Interior foram cercados por manifestantes, que pediram aos funcionários que abandonassem os locais. Os protestos na capital do país já deixaram 90 mortos e mais de 1,9 mil feridos. As manifestações têm feito milhares de turistas cancelarem viagens à Tailândia, assim como governos desincentivarem idas ao país.

AP
Movimento contra corrupção é o maior desafio enfrentado no governo de Yingluck

Ex-líder

Apesar de exilado, o ex-líder é uma figura ao mesmo tempo amada e odiada na Tailândia. A sociedade se divide entre massas rurais e urbanas desfavorecidas do norte e do nordeste, que lhe são fiéis; e elites de Bangcoc, que circulam em torno do palácio real e consideram Thaksin Shinawatra uma ameaça à monarquia.

As manifestações foram desencadeadas pela decisão do governo de anistiar Thaksin Shinawatra, o que se considera ter sido uma manobra para que ele escapasse de dois anos de prisão por fraudes. Outro argumento da oposição é o de que o ex-líder exilado continuaria a comandar o país nos bastidores, por meio do gabinete de sua irmã.

Outro ponto de discórdia foi a decisão da Corte Constitucional tailandesa em abolir um projeto de lei de reforma do sistema eleitoral da Assembleia Nacional, aprovado pelo Parlamento com o apoio da base governista.

"Se o governo e o Parlamento tomam decisões que são consideradas ilegais pela Corte, eles mesmos são foras da lei", evocavam os manifestantes.

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