Para Obama, acordo com Irã é grande passo para solução nuclear abrangente

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Para o presidente do Irã, Hassan Rouhani, acerto "reconhece os direitos nucleares" do país ao permitir a continuidade do enriquecimento de urânio

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O presidente dos EUA, Barack Obama , disse ontem (24) que um acordo entre o Irã e as potências mundiais foi um grande passo em direção a uma solução abrangente sobre o programa nuclear de Teerã, enquanto tentava conquistar críticos no Congresso dos EUA e de Israel.

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AP
Obama diz que acordo nuclear com Irã é 'grande avanço'

Obama planeja conversar com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, neste domingo sobre as preocupações israelenses com o acordo nuclear acertado com o Irã, afirmou uma autoridade do governo norte-americano. Netanyahu disse que o acordo é um "mau negócio".

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"Há limitações substanciais que irá ajudar a prevenir o Irã de construir uma arma nuclear", disse Obama no fim de noite na Casa Branca depois que o acordo foi selado em Genebra. "Simplesmente, eles cortaram os mais prováveis caminhos do Irã a uma bomba."

"Direitos nucleares"

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, afirmou hoje que o acordo acertado com seis potências mundiais em Genebra "reconhece os direitos nucleares" do país ao permitir a continuidade do enriquecimento de urânio.

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Segundo ele, as atividades de enriquecimento continuarão da mesma forma que eram feitas antes.

Ele disse em declaração veiculada pela rede de televisão estatal que as negociações sobre "um amplo acordo terá efeito imediato" e que o Irã tem grande desejo de que ele se inicie rapidamente.

O presidente também disse que o sucesso das conversas devem-se às diretrizes dadas pelo líder supremo o aiatolá Ali Khamenei.

Congresso dos EUA

Mas a reação inicial de integrantes do Congresso norte-americana mostra que o acordo será debatido em detalhe, após semanas de críticas por parte de congressistas de Israel e da Arábia Saudita.

O influente senador republicano Lindsey Graham disse na CNN que o Congresso provavelmente não vai impor novas sanções por seis meses, se o Irã cumprir com sua parte do acordo.

"Eu acho que você vai ver o Congresso impor sanções adicionais, mas não vai ocorrer durante seis meses com algumas condições. Se o Irã cumprir com certas condições, elas nunca entrarão em vigor", disse Graham.

O Ocidente teme que o Irã procure desenvolver uma capacidade de armas nucleares. A República Islâmica nega isso, dizendo que seu programa nuclear é pacífico.

O deputado democrata Eliot Engel, o líder na Comissão de Relações Exteriores, expressou preocupação com o acordo. "Apesar de estar preocupado que este acordo provisório não prevê que o Irã interrompa completamente os seus esforços de enriquecimento acabe com suas centrífugas, espero que ao longo dos próximos seis meses, o Irã tome as medidas necessárias para finalmente acabar com a capacidade de armas nucleares", disse ele.

O deputado republicano Ed Royce, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, disse que ele tinha sérias preocupações de que o acordo não estabelece normas necessárias para proteger os EUA.

"Em vez de reverter programa do Irã, Teerã seria capaz de manter os elementos-chave da sua capacidade de armas nucleares tomada", disse ele .

A autoridade do governo norte-americano informou a jornalistas que Obama, os parlamentares e Israel compartilham do mesmo objetivo de impedir que o Irã desenvolva uma arma nuclear.


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