Casal suspeito de mantê-las cativas já havia sido preso nos anos 1970.Investigação deve levar 'tempo considerável'

Reuters

As três mulheres mantidas como escravas por 30 anos em uma casa de Londres sofreram agressões físicas durante o período, disse a polícia nesta sexta-feira (22).

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Kevin Hyland, chefe da unidade de tráfico de seres humanos da Scotland Yard, Polícia Metropolitana de Londres
AP Photo/ Sky TV, via Associated Press Television
Kevin Hyland, chefe da unidade de tráfico de seres humanos da Scotland Yard, Polícia Metropolitana de Londres

As três foram libertadas de uma casa no sul de Londres, e a polícia prendeu na quinta-feira um homem e uma mulher, ambos de 67 anos, em um incidente descrito pelas autoridades como o pior caso de serventia doméstica na história britânica.

Em entrevista coletiva, o comandante Steve Rodhouse disse que as mulheres sofreram agressões físicas e eram controladas emocionalmente. "O que estamos descobrindo é uma imagem chocante e complicada de controle emocional por muitos anos", disse.

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A polícia revelou ainda que o casal não britânico de 67 anos, que foi solto sob pagamento de fiança, já havia sido preso nos anos 1970, mas não entrou em detalhes.

A polícia disse que uma das mulheres resgatadas, uma britânica de 30 anos, possivelmente passou a vida toda como escrava na casa, apesar de não se saber o relacionamento dela com as duas pessoas presas ou com as outras duas mulheres, uma malaia de 69 anos e uma irlandesa de 57 anos.

Rodhouse disse que as três mulheres não foram traficadas e que não há ligação com nenhum outro grupo na Grã-Bretanha. A investigação, acrescentou, deve levar "tempo considerável".

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