Três russos presos por protesto do Greenpeace são soltos sob fiança

Por Reuters |

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Dos 30 manifestantes detidos em setembro, 24 receberam direito à liberdade sob fiança de cerca de R$ 140 mil

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Mais três das 30 pessoas presas na Rússia durante um protesto do Greenpeace foram soltas nesta quinta-feira (21) após o pagamento de fiança, e afirmaram não ter qualquer arrependimento da ação contra a exploração de petróleo no Ártico.

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AP
A Justiça russa estabeleceu fiança de 2 milhões de rublos (cerca de R$ 140 mil) para libertar os presos pelo protesto

Denis Sinyakov, de 36 anos, um fotógrafo freelance, foi recebido pela mulher com uma abraço, enquanto Ekaterina Zaspa, de 37 anos, médica do navio quebra-gelo do Greenpeace Arctic Sunrise, foi recepcionada pelo marido.

"Não sou culpado, e não há qualquer crime em organizar protestos pacíficos", disse Sinyakov a repórteres do lado de fora do tribunal na cidade russa de São Petesburgo.

Mais: Ativista brasileira deixa cadeia na Russia após pagar fiança

Andrey Allakhverdov, de 50 anos, porta-voz do Greenpeace na Rússia, disse não ter "absolutamente qualquer arrependimento" por seu envolvimento no protesto, em que ativistas tentaram escalar a plataforma de petróleo Prirazlomnaya, operada pela estatal russa Gazprom, no mar de Pechora.

A Justiça russa estabeleceu fiança de 2 milhões de rublos (cerca de R$ 140 mil) para libertar os presos pelo protesto. Os 30 ativistas serão julgados pelo crime de vandalismo, e podem ser condenados a até sete anos de prisão. Vinte e quatro dos 30 detidos em 18 de setembro receberam o direito à liberdade sob fiança esta semana. A brasileira Ana Paula Maciel foi a primeira a ser solta, na quarta-feira. Ela deixou o local carregando um papel com a frase "Salvem o Ártico".

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