Casado com Jackie, líder dos EUA teve nome envolvido em uma série de casos amorosos com atrizes e funcionárias

“Um mulherengo compulsivo”. É assim que Robert Dalleck, um dos biógrafos de John F. Kennedy (1961-1963) descreve o comportamento do presidente americano cujo assassinato completa 50 anos em 22 de novembro.

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Presidente americano John F. Kennedy observa anotações em sua mesa na Casa Branca (18/1/1962)
AP
Presidente americano John F. Kennedy observa anotações em sua mesa na Casa Branca (18/1/1962)

Com fama de conquistador desde a época do colégio, nem mesmo o casamento com Jacqueline Bouvier em 1953 ou o risco de manchar sua reputação política o impediram de ter uma série de casos – com supostas amantes que vão desde uma estagiária da Casa Branca até a consagrada atriz Marilyn Monroe.

Confira abaixo as principais “mulheres” de John F. Kennedy

Gene Tierney – A estrela de Hollywood conheceu o jovem Kennedy em 1948, quando estava separada do marido. O caso durou pouco tempo e, segundo rumores, JFK teria rompido com Gene por que não “pegava bem” para um futuro político ter um romance com uma atriz. Nas eleições de 1962, quando já havia se reconciliado com o ex-marido, Gene deixou clara sua rejeição ao revelar ter votado em Nixon. “Achei que (Nixon) seria um melhor presidente.”

Jacqueline Bouvier Kennedy – John Kennedy e Jackie se conheceram em Washington D.C. quando ele ainda era um senador e ela, uma fotógrafa do jornal Washington Times-Herald. O casamento durou dez anos, até o assassinato do presidente em 1963. Consciente dos casos extraconjugais do marido, Jackie foi uma das primeiras-damas americanas mais populares e sempre foi destacada por seu estilo e elegância.

Blaze Starr – A atriz e stripper diz ter conhecido o futuro presidente nos anos 50 em um bordel em Maryland quando JFK ainda era um congressista. Em 1989, enquanto fazia a promoção de seu filme “Blaze”, ela afirmou ter sido convidada para a Casa Branca em 1962, mas um episódio da Crise dos Mísseis de Cuba impediu que eles tivessem um novo encontro sexual. “Ele era muito rápido e muito selvagem”, acrescentou a atriz.

Gunilla Von Post – A socialite sueca tinha 21 anos quando conheceu JFK em Côte d'Azur, na França, onde teriam se beijado. Segundo seu livro de memórias, “Love, Jack”, Kennedy se casaria em três semanas com Jackie e os dois amantes trocaram cartas por dois anos. Em 1955, Kennedy viajou a Suécia para encontrar Gunilla e, nesta ocasião, os dois teriam ido para cama. “Eu era relativamente inexperiente, e a ternura de Jack foi uma revelação”, escreveu décadas mais tarde

Judith Campbell Exner – Apresentada ao então senador em 1960 pelo cantor Frank Sinatra, a socialite californiana teve um caso com Kennedy por dois anos, segundo revelou em uma entrevista concedida décadas mais tarde. Sua relação com o presidente não era apenas amorosa. Judith, que também foi amante do chefe da máfia Sam Giancana, teria servido de pombo-correio entre Kennedy e os mafiosos. Ela afirmou ter abortado um filho do presidente e rompido o relacionamento em 1962, pois estava cansada de ser “a outra”.

Marilyn Monroe – A atriz e o presidente se conheceram em fevereiro de 1962 durante uma festa, onde ele a teria convidado para passar um fim de semana em Palm Springs, Califórnia. Meses depois, ela cantou uma emblemática versão de “Parabéns a Você” durante o aniversário de 45 anos do presidente no Madison Square Garden em meio aos rumores do affair. De acordo com o livro biográfico “These Few Precious Days: The Final Year of Jack with Jackie”, Marilyn não se contentava em ser a amante de Kennedy e queria se tornar a primeira-dama do país.

Mimi Alford – Bill Clinton não foi o primeiro presidente a ter um caso com uma estagiária da Casa Branca. Não segundo o livro “Era uma Vez um Segredo – Meu Caso com o Presidente John F. Kennedy”, escrito por Mimi Alford e publicado em 2012. Segundo seu relato, ela tinha 19 anos e estava no início do seu estágio no Departamento de Imprensa quando foi convidada por JFK para tomar um banho de piscina. Após alguns drinks, ele a levou para fazer um tour pelo segundo andar da Casa Branca, que terminaria no quarto que o presidente dividia com a primeira-dama. Sem nunca tê-la beijado na boca, o presidente levou o caso por mais de um ano. No livro, Mimi afirma que Kennedy teria ordenado que ela fizesse sexo oral em seu assessor enquanto ele assistia.

Angie Dickinson – Mesmo décadas depois de ter sido apresentada a John Kennedy e Jackie pelo então namorado Frank Sinatra, a atriz nunca fez comentários sobre o suposto caso entre ela e o presidente. Ela participou ativamente de sua campanha e, na noite anterior à sua posse, compareceu a um jantar onde teria flertado com JFK. Angie afirmou à revista People ter feito campanha por Kennedy – e nada mais.

Priscilla Wear e Jill Cowan – As secretárias de JFK acompanhavam o presidente em todas as ocasiões – dos banhos na piscina a viagens de negócios. “Nenhuma das duas tinha muito trabalho a fazer”, disse um ex-agente do Serviço Secreto ao escritor e jornalista Ronald Kessler. Em relatos posteriores, funcionários da Casa Branca afirmaram que Priscilla e Jill faziam visitas frequentes ao Salão Oval.

Marlene Dietrich – A atriz alemã era uma antiga amante do pai de JFK e foi convidada para tomar um drink com o presidente na Casa Branca em 1962. Segundo seu relato, foi tudo “muito carinhoso e muito rápido”, pois a atriz teria uma apresentação dentro de 30 minutos em um hotel em Washington. Após 20 minutos, o presidente teria caído no sono e Marlene teve que acordá-lo com um chacoalhão, porque não fazia ideia de como sair da Casa Branca.

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