Ministério Público russo alega que detidos após protesto no Ártico poderão deixar o país se forem libertados

Reuters

O Ministério Público da Rússia pediu à Justiça nesta segunda-feira que prorrogue o período de prisão dos ativistas do Greenpeace, detidos por um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico, alegando que eles podem deixar o país se forem libertados.

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Ativista brasileira do Greenpeace Ana Paula Alminhana Maciel em cela do Tribunal do distrito de Leninsky, Murmansk, Rússia
AP
Ativista brasileira do Greenpeace Ana Paula Alminhana Maciel em cela do Tribunal do distrito de Leninsky, Murmansk, Rússia

O pedido por mais três meses de prisão foi apresentado a tribunais de São Petersburgo, onde os 28 ativistas do grupo ambientalista - incluindo uma brasileira - e dois jornalistas estão detidos, em um caso que causou preocupações no exterior.

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Os 30 foram detidos depois que a guarda-costeira abordou o navio quebra-gelo do Greenpeace Arctic Sunrise após manifestação numa plataforma de petróleo da empresa estatal Gazprom no Mar de Pechora, em 18 de setembro.

Após o ato, todos foram acusados de vandalismo e podem ser condenados a até sete anos de prisão. Durante a ação alguns ativistas tentaram escalar a plataforma Prirazlomnaya. O Greenpeace diz que a manifestação foi pacífica e considera as acusações infundadas.

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"Eu não fiz nada de errado. Eu não entendo as razões pelas quais estou sendo detido", disse Colin Russell, australiano que trabalhava como técnico do Arctic Sunrise, a um tribunal de São Petersburgo, em uma das várias audiências agendadas para esta segunda-feira.

Os tribunais rejeitaram repetidamente libertar os ativistas sob pagamento de fiança, mas o atual mandado de prisão deles termina em 24 de novembro.

(Reportagem de Maria Tsvetkova)

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