Operadora começa remoção de combustível radioativo de Fukushima

Por Reuters |

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Ação busca remover 400 toneladas de combustível de reator. Processo pode levar um ano, dizem funcionários

Reuters

A empresa responsável pela usina nuclear de Fukushima deu o primeiro passo nesta segunda-feira no longo e perigoso processo de desativação da instalação, extraindo um bastão de combustível de seu recipiente para posterior remoção.

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A Tokyo Electric Power, conhecida como Tepco, disse ter transferido o bastão para uma caixa de aço dentro da mesma piscina de resfriamento no edifício altamente danificado. O delicado procedimento sem precedentes buscará a remoção das 400 toneladas de combustível usado altamente radioativo de dentro do reator.

AP
Protegidos, funcionários analisam situação dos combustíveis no reator 4 de Fukushima (7/11)


Enquanto combate o vazamento de água contaminada com radiação ao redor da usina, atingida por um terremoto e tsunami gigante em 2011, a Tepco se engaja na desativação de quatro reatores na planta de Fukushima Daiichi. A tarefa pode levar décadas e custar dezenas de bilhões de dólares.

A companhia deve cuidadosamente retirar mais de 1500 componentes frágeis e potencialmente danificados do instável reator número quatro. A Tepco estima levar um ano para remover todos os bastões de combustível do reator, embora alguns especialistas digam que esta é uma meta ambiciosa.

A caixa de aço tem capacidade para 22 bastões. A transferência dessa primeira leva levará cerca de dois dias e será preciso mais uma semana para transportar a caixa para uma piscina de armazenagem em outro prédio, disse um porta-voz da Tepco.

A retirada dos bastões é urgente porque estão localizado a 18 metros de altura do solo, em um edifício tombado e escorado que pode ruir caso atingido por um novo tremor de terra.

Caso os bastões sejam expostos ao ar ou quebrarem, grandes quantidades de gases radioativos podem ser liberados na atmosfera. Há entre 50 e 70 bastões em cada recipiente, pesando em torno de 300 kg e medindo 4,5 metros de comprimento cada.

(Reportagem de Yuka Obayashi e Aaron Sheldrick)

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