Sobe para 3.621 número oficial de mortos em tufão das Filipinas

Por BBC Brasil | - Atualizada às

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ONU afirma que número de mortos passou dos 4 mil; suprimentos começam a alcançar regiões mais atingidas

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O número confirmado de mortos pela passagem do tufão Haiyan subiu para 3.621, afirmaram autoridades. A ONU e as agências locais de ajuda humanitária têm tido dificuldade de estabelecer o número de mortos, e é provável que mais pessoas tenham sido vitimadas pelo forte tufão que atingiu o país na semana passada.

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AP
Militares americanos carregam helicóptero com suprimentos e alimentos no porta-aviões George Washington em uma área de pouso no aeroporto de Tacloban, Filipinas (15/11)

Sete dias após a passagem do tufão Haiyan, alimentos e outros suprimentos estão começando a chegar aos sobreviventes das áreas mais atingidas, mas agências de ajuda humanitária afirmam que a lógica de distribuição é extremamente complexa.

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O número de mortos dado pelo Conselho de Defesa Civil Nacional das Filpinas foi de 3.621, enquanto a ONU estabeleceu que 4.460 morreram na tragédia. Autoridades afirmaram que era provável que mais corpos fossem encontrados enquanto as equipes de resgate alcançassem regiões que ainda estão isoladas.

Helicópteros levados por um porta-aviões dos EUA transportaram suprimentos à cidade de Guiuan na costa pacífica - a primeira a ser atingida com força total pelo tufão Haiyan.

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O porta-aviões, o USS George Washington, está expandindo suas operações de busca e fornecendo uma plataforma para os helicópteros que levam suprimentos aos sobreviventes. Sacos com comida e água foram levados do porta-aviões para Tacloban, capital da província de Leyte que concentra o maior número de vítimas e danos materiais, e Guiuan.

Entretanto, o governo filipino afirma que os esforços para distribuir ajuda estão sendo prejudicados pela falta de caminhões. "Em uma situação dessas, nada é rápido o suficiente", disse o secretário do Interior Mar Roxas. "A necessidade é imensa, a necessidade é imediata, e você não consegue alcançar todos."

Residentes se amontoam para receber tratamento e suprimentos no aeroporto de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APResidentes se amontoam para receber tratamento e suprimentos no aeroporto de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APRecém-nascido Bea Joy é carregado enquanto a mãe Emily Ortega, 21 anos, descansa após ter dado à luz em hospital improvisado no aeroporto de Tacloban (11/11). Foto: APSobreviventes carregam sacos de arroz de um armazém atingido pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APSobreviventes caminham por entre os destroços provocados pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APSobreviventes cobrem seus narizes por causa do cheiro da putrefação dos corpos nas ruas após a passagem de um tufão na cidade de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APTufão pode ter matado mais de 10 mil nas Filipinas (10/11). Foto: APMorador observa causas danificadas pelo tufão Haiyan em Tacloban, província de Leyte, Filipinas (10/11). Foto: APCasas destruídas em Tacloban, na província de Leyte, Filipinas (10/11). Foto: APUma casa é atingida pela tempestade trazida pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi (8/11). Foto: APFuncionários avaliam estrago depois que árvore de Natal gigante foi derrubada por fortes ventos do tufão Haiyan em Cebu, Filipinas (8/11). Foto: APMoradores caminham no litoral em meio a uma tempestade provocada pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi, Filipinas (8/11). Foto: APImagem fornecida pela NOAA mostra o tufão Haiyan enquanto atravessa e arrasa Filipinas (8/11). Foto: APMoradores tentam liberar rodovia após ventos do tufão Haiyan derrubarem árvores na província de Cebu, nas Filipinas (8/11). Foto: APResidentes limpam uma estrada depois que árvores foram derrubadas com os ventos do tufão Haiyan que atingiu a província de Cebu, Filipinas (8/11). Foto: AP

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Muitos dos corpos que jazem nas ruas desde que o tufão Haiyan tocou o solo estão agora sendo retirados e enterrados. Apesar dos esforços, milhares de sobreviventes continuam a fazer fila no aeroporto de Tacloban para tentar deixar a cidade.

Com BBC

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