Saiba quem são os candidatos que disputam a Presidência do Chile

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Chilenos vão escolher o novo presidente do país em uma votação histórica com nove candidatos, em que a ex-presidente Michelle Bachelet aparece como favorita

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Candidatas à presidência do Chile Michelle Bachelet do Nova Maioria e Evelyn Matthey da coalizão governamental acenam durante debate televisionado em Santiago

Os chilenos vão às urnas no domingo (17) para escolher o novo presidente do país em uma votação histórica com nove candidatos, em que a ex-presidente Michelle Bachelet aparece como favorita, segundo pesquisas. Veja abaixo breve descrição dos candidatos que disputam a Presidência. A ordem segue a adotada na cédula:

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Franco Parisi (46 anos)

Professor de Economia na Universidade do Chile. Ficou conhecido ao participar de programas de televisão para explicar "a economia fácil". Com mensagens desafiadoras aos grandes grupos econômicos do país conquistou votos da direita questionando empresários por grandes escândalos financeiros e de abusos a consumidores. Parisi também não poupou a ex-presidente Bachelet, alegando que não cumpriu promessas feitas em seu governo.

Marcel Claude (56 anos)

Líder ambientalista e candidato do Partido Humanista. Propõe a nacionalização da indústria do cobre para financiar a educação gratuita e universal e melhorias na saúde no país, maior produtor mundial da commodity. Além disso, busca pôr fim ao sistema privado de administração de pensões.

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Ricardo Israel (63 anos)

Analista político, representa o Partido Regionalista dos Independentes (PRI). O eixo de seu programa é que o país estimule o desenvolvimento regional e combata a centralização que leva à concentração de mais de um terço da população na capital, Santiago.

Marco Enriquez-Ominami (40 anos)

Ex-deputado socialista e filho de um ex-guerrilheiro de esquerda que desafiou o candidato de sua sigla nas eleições passadas. Propõe mudanças radicais na educação, saúde e pensões com uma reforma tributária mais profunda que a de Bachelet. Busca conquistar os eleitores decepcionados com a centro-esquerda com críticas diretas a Bachelet e a seu bloco partidário.

Roxana Miranda (46 anos)

Uma dona de casa que surgiu como candidata depois de liderar um movimento social em defesa de moradia, é crítica da classe política em geral e dos vínculos com o setor empresarial. É reconhecida como a "representante do povo". Em um dos debates, chegou a dizer a Bachelet em tom irônico que tinha um "mestrado em economia" por ter que chegar ao fim do mês com os bônus que entregou em seu governo.

Michelle Bachelet (62 anos)

Pediatra, presidente do Chile em 2006-2010. Liderou a ONU Mulher entre 2010 e 2013, cargo que deixou em março deste ano. É candidata pelo Partido Socialista, Partido Comunista e Partido pela Democracia. Foi ministra da Saúde e Defesa no governo do ex-presidente Ricardo Lagos. Sua principal proposta consiste numa reforma tributária para arrecadar mais de 8 bilhões de dólares, ou 3 por cento do PIB, que destinaria em parte a uma profunda reforma do sistema educacional com foco na gratuidade e na melhoria da qualidade do ensino.

Evelyn Matthei (60 anos)

A ex-ministra do atual governo surgiu como a única candidata da situação, depois que Pablo Longueira abandonou a disputa por motivos de saúde. Matthei, filha de um general de alta patente da ditadura de Augusto Pinochet, enfatizou que seu governo será de continuidade da atual gestão do conservador Sebastián Piñera. Vislumbra um maior crescimento da economia e a criação de 600.000 vagas de trabalho sob seu eventual mandato.

Alfredo Sfeir (66 anos)

Funcionário do Banco Mundial durante anos, foi designado candidato pelo Partido Ecologista Verde. Suas propostas baseiam-se na mudança do modelo econômico neoliberal para um sustentável, que harmonize a produção industrial com o meio ambiente. Também apoia reformas sociais na educação e saúde, além de uma mudança no sistema de pensões.

Tomas Jocelyn-Holt (50 anos)

Ex-deputado do partido Democracia Cristã. Abandonou a sigla diante da fraca influência interna que obteve e por suas críticas aos governos da Concertação (Lagos e Bachelet). É candidato independente e aposta na renovação da política com a retirada da geração que assumiu após o fim da ditadura de Augusto Pinochet.

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