Oito morrem em invasão de um armazém e distribuição de ajuda enfrenta dificuldades; mortos chegam a 2.275

Sobreviventes do tufão Haiyan , nas Filipinas invadiram um armazém de arroz na ilha mais atingida pelas tempestades, provocando o desmoronamento de uma das paredes e oito mortes. Milhares de sacos de arroz foram saqueados, enquanto as forças de segurança trocaram tiros com uma gangue nesta quarta-feira (13).

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Sobreviventes carregam sacos de arroz de um armazém atingido pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11)
AP
Sobreviventes carregam sacos de arroz de um armazém atingido pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11)

Os incidentes dentro ou perto da cidade que é o principal destino dos esforços de ajuda humanitária provocaram temores em relação ao lento ritmo da distribuição de comida, água e remédios.

Cinco dias após a passagem do tufão na costa leste das Filipinas, a ajuda internacional começa a chegar às áreas mais atingidas, mas não na velocidade suficiente para os cerca de 600 mil desabrigados que passam fome e sede.

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Aviões, navios e caminhões estavam a caminho da região, carregando geradores, kits de purificadores de água e luzes de emergência - equipamentos necessários para manter uma missão de assistência nessas proporções. Os aeroportos começaram a ser reabertos na região, e o Exército dos EUA disse que estava instalando um equipamento para permitir que o destruído aeroporto de Tacloban operasse 24 horas por dia.

O prefeito de Tacloban, Alfred Romualdez, fez um apelo aos habitanetes que deixem a cidade, porque as autoridades locais estão tendo dificuldades em fornecer alimentos e água para manter tudo em ordem, segundo informou o jornal New York Times. Ele disse que a cidade necessitava desesperadamente de caminhões para distribuir os suprimentos que estavam acumulados no aeroporto da cidade, bem como equipamento para retirar os corpos dos destroços.

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Oito pessoas morreram durante a invasão em um armazém de arroz a cerca de 24 quilômetros de Tacloban na terça-feira, segundo um porta-voz da Autoridade Nacional de Alimentos.

Nesta quarta, houve uma troca de tiros na ponte San Juanico, na cidade, entre as forças de segurança e homens armados, mas as circunstâncias do ocorrido não foram esclarecidas.

Sobreviventes do tufão invadiram casas, mercados e armazéns, esvaziando as prateleiras de comida, água e outros bens. As autoridades vêm tentando impedir os saques. Há registros não confirmados de gangues de homens armados operando de maneira sistemática.

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O número oficial de mortos chegou a 2.275, segundo uma contagem nacional feita pela Defesa Civil. É esperado que esse número cresça.

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O deputado da província de Samar, ao leste, disse que 211 pessoas morreram no local, e 45 estavam desaparecidas. Ele disse que alguns vilarejos ficaram completamente arrasados, com praticamente nenhuma estrutura de pé. Em uma cidade, os corpos permanecem nas ruas, porque a ajuda não alcançou o local, permitindo o enterro dessas vítimas. Outras cidades realizam enterros em massa.

"A situação aqui foi terrível", disse Ben Evardone a uma emissora de TV local. "Algumas comunidades desapareceram, vilarejos inteiros. Eles gritavam por comida quando me viram."

Com AP

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