Deputada da oposição acusada de corrupção perdeu imunidade, garantindo votos suficientes para aprovação

Reuters

O Congresso da Venezuela retirou na terça-feira (12) a imunidade parlamentar de uma deputada da oposição por suspeita de corrupção, abrindo caminho para que o Partido Socialista, de situação, tenha votos suficientes para aprovar o pedido do presidente Nicolás Maduro para governar por decretos.

Conheça a nova home do Último Segundo

Presidente da Venezuela Nicolás Maduro faz gesto no Palácio Presidencial  Miraflores em Caracas
AP
Presidente da Venezuela Nicolás Maduro faz gesto no Palácio Presidencial Miraflores em Caracas

Maduro diz que precisa de poderes ampliados para combater a corrupção e realizar a chamada "guerra econômica", mas críticos afirmam que o presidente já possui amplo poder para enfrentar os corruptos e que pretende usar os decretos para perseguir adversários políticos.

Venezuela: A guerra de Nicolás Maduro contra a 'agiotagem'

8 de dezembro: Presidente Maduro cria 'Dia do Amor e Lealdade a Chávez'

A parlamentar María Aranguren disse que o governo forjou as acusações contra ela de peculato e conspiração para cometer crime como parte de uma caça às bruxas para garantir o último voto que precisa.

Caracas:  Maduro diz que operários viram rosto de Chávez em obras do metrô

"Estão desesperados. Faço uma solicitação ao governo nacional e aos poderes: 'dissimulem, não sejam tão óbvios, dissimulem o que estão tentando fazer os venezuelanos ver'", disse a deputada minutos antes da a maioria governista do Congresso aprovar a perda de imunidade.

A deputada perderá o lugar no Congresso uma vez que, sem a imunidade parlamentar, ela será alvo de uma investigação do Ministério Público.

Guerra econômica: Maduro pede plenos poderes para atacar corrupção

Parlamentares governistas disseram que estavam apenas cumprindo o protocolo depois que o Ministério Público recebeu autorização da Suprema Corte para processar María Aranguren.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.