Irã responsabiliza EUA por fracasso em acordo nuclear em Genebra

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Comentário de chanceler foi feito depois que secretário de Estado americano disse que Teerã teria recuado

O Irã e os EUA culparam um ao outro pelo fracasso em se chegar a um acordo para limitar o enriquecimento de urânio do programa nuclear de Teerã em troca de um alívio por parte do Ocidente nas sanções econômicas.

Conheça a nova home do Último Segundo

AP Photo/John Minchillo
Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif, criticou os comentários de John Kerry (foto de arquivo)

Apesar das negociações, houve certo progresso diplomático, uma vez que o Irã prometeu oferecer mais informações e expandir o acesso aos inspetores nucleares da ONU.

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que os enviados iranianos recuaram de um acordo mais amplo nesse fim de semana buscando aliviar as preocupações do Ocidente de que Teerã estaria buscando desenvolver armas atômicas.

Kerry: 'Potências estavam unidas em torno de acordo nuclear com Irã'

Em Genebra: Irã e potências mundiais não chegam a acordo nuclear

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, rebatendo os comentários críticos de Kerry, disse a um programa de TV iraniano que as "declarações conflitantes" dos EUA prejudicaram a confiança no processo, acrescentando que um "progresso considerável" foi feito em Genebra.

A enxurrada de anúncios e comentários destacam a complexidade e a urgência ao tentar seguir em frente em um acordo entre o Irã e as potências depois que as negociações em Genebra não conseguiram estabelecer um acordo.

Teerã: Povo iraniano demonstra esperança por acordo nuclear

As autoridades promoveram um pacto separado alcançado pelo chefe nuclear da ONU Yukiya Amano como um "roteiro" para maior cooperação e transparência, que poderia fazem com que as negociações seguissem em frente. Mas os planos não meniconaram alguns dos locais mais visados pelas equipes da ONU para provar suas suspeitas sobre o programa nuclear iraniano, como o complexo de Parchin, perto de Teerã.

"É um importante passo adiante, mas não é o fim do processo", disse Amano à Associated Press. "Ainda há muito trabalho para ser feito."

Enquanto isso, líderes ocidentais estavam dispostos a transparecer unidade após reportagens de que a França teria exigido mais concessões do Irã em relação aos níveis de enriquecimento e sobre um reator que produzia uma grande quantidade de plutônio, que poderia ser usado em uma eventual produção bélica.

Sexta: Kerry viaja a Genebra para ajudar a fechar acordo nuclear com Irã

Para amenizar: Secretário de Estado dos EUA viaja à Europa e Oriente Médio

Kerry disse que foi o Irã quem recuou do acordo, mas não deu detalhes sobre as questões colocadas pelo Irã e sugeriu que era questão de tempo até que uma solução fosse encontrada.

"Havia unidade, mas o Irã não aceitou", disse Kerry durante uma parada em Abu Dhabi. Ele acrescentou: "A França assinou, nós assinamos."

Na noite de segunda, Zarif criticou os comentários de Kerry. "As declarações conflitantes ofendem a credibilidade daquele que fica mudando de posição e prejudicam a confiança. O objetivo do diálogo é reduzir a falta de confiança. As declarações conflitantes não dão crédito àquele que as faz."

Ele acrescentou que "um progresso considerável" foi feito durante os três dias de diálogos em Genebra, mas reclamou que a maior parte do tempo foi gasta com os EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha "tentando resolver as diferenças entre eles". Ele disse que ainda espera que um acordo seja alcançado, mas insistiu que qualquer negócio inclua a suspensão de todas as sanções ocidentais contra o Irã.

O Irã nega que seu programa nuclear tenha como objetivo a produção de armas e que ele tem fins pacíficos.

Com AP

Leia tudo sobre: irãzarifkerryeuasecretário de estadoarmas nuclearesprograma nuclear

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas