Filipinos imploram por ajuda após tufão; número oficial de mortos chega a 942

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Estimativas dão conta de 10 mil mortos; EUA e ONU enviam ajuda e equipe para Tacloban, cidade mais atingida

Atordoados, os sobreviventes de um dos mais poderosos tufões da história tentavam recuperar pertences dos destroços de suas casas nesta segunda-feira (11) e imploravam por comida e remédios, enquanto o governo das Filipinas tenta lidar com o que é, provavelmente, o maior desastre natural de sua história.

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AP
Sobrevivente escreve mensagem em um porto pedindo ajuda após tufão ter arrasado cidade de Tacloban, nas Filipinas

Autoridades afirmaram que ao menos 2 milhões de pessoas em 41 províncias foram afetadas pelo desastre de sexta-feira, e que ao menos 23 mil casas foram destruídas ou danificadas. "Em alguns casos, a devastação foi total", disse o secretário do Interior René Almendras.

Vídeo: Fome e sede ameaçam sobreviventes de tufão nas Filipinas

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O número oficial de mortos ficou em 942, mas duas autoridades afirmaram no domingo que poderia chegar a 10 mil ou mais. O desastre provocou quedas no sistema de telecomunicações e interrupções nos transportes, bem como nas estruturas governamentais. O porta-voz da presidência Edwin Lacerda disse que "estamos rezando" para que o número de mortos seja inferior a 10 mil.

"Por favor, digam a minha família que estou vivo", disse Erika Mae Karakot, sobrevivente da ilha de Leyte, enquanto pedia ajuda. "Precisamos de água e remédios, porque muitas dessas pessoas estão feridas. Algumas estão sofrendo de diarréia e desidratação por causa da falta de comida e de água."

Estimativa: Tufão Haiyan pode ter matado mais de 10 mil nas Filipinas

Imagens: Vídeo mostra supertufão que arrasou as Filipinas

Embora as autoridades tenham retirado 800 mil pessoas das áreas de risco antes do tufão, a estimativa de mortos é alta porque muitos dos centros para os quais esses moradores foram levados - como escolas, igrejas e prédios do governo - não aguentaram a força dos ventos e a violência das enchentes. Segundo autoridades, muitos dos que estavam abrigados nesses prédios se afogaram. O Exército dos EUA enviou água, geradores e alguns marines para Tacloban, a cidade mais atingida.

Residentes saquearam shoppings, supermercados e casas atrás de comida e água. Autoridades afirmaram, entretanto, que alguns roubos incluiram itens como TVs, refrigeradores, árvores de Natal e até uma esteira.

O presidente filipino Benigno Aquino 3º disse que estava considerando declarar estado de emergência ou lei marcial em Tacloban. O estado de emergência geralmente inclui toques de recolher, controles de preços e de abastecimento de alimentos e aumento de patrulhas de segurança.

Na sexta-feira: Tufão mais forte do ano atinge Filipinas

O tufão Haiyan atingiu a parte leste das Filipinas na sexta-feira e rapidamente arrasou porções centrais, com ventos de 235 km/h com rajadas de 275 km/h. As Nações Unidas afirmaram que enviaram suprimentos, mas que o acesso às áreas mais atingidas está muito difícil. "Alcançar as áreas mais afetadas é de uma dificuldade imensa, com acesso limitado devido ao estrago que o tufão provocou à infraestrutura e telecomunicações", disse o representante da Unicef para as Filipinas Tomoo Hozumi.

Residentes se amontoam para receber tratamento e suprimentos no aeroporto de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APResidentes se amontoam para receber tratamento e suprimentos no aeroporto de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APRecém-nascido Bea Joy é carregado enquanto a mãe Emily Ortega, 21 anos, descansa após ter dado à luz em hospital improvisado no aeroporto de Tacloban (11/11). Foto: APSobreviventes carregam sacos de arroz de um armazém atingido pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APSobreviventes caminham por entre os destroços provocados pelo tufão Haiyan em Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APSobreviventes cobrem seus narizes por causa do cheiro da putrefação dos corpos nas ruas após a passagem de um tufão na cidade de Tacloban, Filipinas (11/11). Foto: APTufão pode ter matado mais de 10 mil nas Filipinas (10/11). Foto: APMorador observa causas danificadas pelo tufão Haiyan em Tacloban, província de Leyte, Filipinas (10/11). Foto: APCasas destruídas em Tacloban, na província de Leyte, Filipinas (10/11). Foto: APUma casa é atingida pela tempestade trazida pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi (8/11). Foto: APFuncionários avaliam estrago depois que árvore de Natal gigante foi derrubada por fortes ventos do tufão Haiyan em Cebu, Filipinas (8/11). Foto: APMoradores caminham no litoral em meio a uma tempestade provocada pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi, Filipinas (8/11). Foto: APImagem fornecida pela NOAA mostra o tufão Haiyan enquanto atravessa e arrasa Filipinas (8/11). Foto: APMoradores tentam liberar rodovia após ventos do tufão Haiyan derrubarem árvores na província de Cebu, nas Filipinas (8/11). Foto: APResidentes limpam uma estrada depois que árvores foram derrubadas com os ventos do tufão Haiyan que atingiu a província de Cebu, Filipinas (8/11). Foto: AP

Os ventos do tufão foram ficando mais fracos (120 km/h) à medida que alcançavam o Vietnã na manhã desta segunda-feira, após atravessar o Mar da China, segundo o observatório meteorológico de Hong Kong. Autoridades no país retiraram milhares de pessoas de áreas de risco, mas não houve registros de feridos ou de estragos materiais até o momento.

O tufão foi rebaixado à tempestade tropical ao entrar na China na tarde desta segunda-feira.

Com AP

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