De acordo com a mídia iraniana, Hassan Rouhani disse que República Islâmica não se curvará a "ameaças" de ninguém

Reuters

O presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse neste domingo que o Irã não desistirá do que considera ser seu direito de enriquecer urânio e afirmou que a República Islâmica não vai se curvar a "ameaças" de ninguém, de acordo com a mídia iraniana.

Após o Irã e as potências mundiais não conseguirem chegar a um acordo em Genebra neste fim de semana para conter o programa nuclear iraniano, Rouhani declarou a parlamentares que o Irã havia dito a seus parceiros de negociação que "nós não vamos responder a qualquer ameaça, sanção, humilhação ou discriminação".

Ele não entrou em detalhes sobre a sua referência às ameaças contra o Irã, mas Israel, arqui-inimigo do Irã, se manifestou veementemente contra uma proposta de acordo que estava sendo discutida em Genebra.

Apesar do fracasso das negociações, o Irã e as seis potências mundiais afirmaram que as diferenças tinham diminuído, um abrandamento que pode preocupar os iranianos de linha dura, e que retomarão o diálogo em 10 dias para tentar acabar com o impasse de uma década.

"A República Islâmica não curvou e não curvará a cabeça para ameaças de qualquer autoridade", disse ele em discurso na Assembleia Nacional, de acordo com a agência de notícias estudantil iraniana Isna.

"Para nós, há linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas. Interesses nacionais são as nossas linhas vermelhas, que incluem os nossos direitos no âmbito da regulamentação internacional e o enriquecimento (de urânio) no Irã", disse ele.

Rouhani, que foi eleito em junho, lidera a iniciativa diplomática do Irã para travar um acordo nuclear que alivie as sanções econômicas severas impostas aos setores bancário e de petróleo da República Islâmica.

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