Com ventos de até 200 km/h, Haiyan provocou quatro mortes, deslizamentos de terra e quedas de energia

O tufão mais forte do ano atingiu a região central das Filipinas nesta sexta-feira (8), provocando deslizamentos de terra e derrubando a energia e as linhas telefônicas em vários Estados. O tufão deixou ao menos quatro mortos.

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Imagens: Veja vídeo do tufão que arrasou as Filipinas

Uma casa é atingida pela tempestade trazida pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi
AP
Uma casa é atingida pela tempestade trazida pelo poderoso tufão Haiyan na cidade de Legazpi

O tufão Haiyan arrasou uma série de ilhas de leste a oeste - Samar, Leyte, Cebu e Panay - e provocou transtornos nos vilarejos de praia com ventos de até 200 km/h. Aproximadamente 720 mil moradores foram retirados de suas casas.

Devido ao corte nas comunicações, era impossível saber a extensão dos mortos, feridos e estragos materiais. Até agora, sabe-se que duas pessoas morreram eletrocutadas em acidentes relacionados ao tufão, uma morreu com a queda de uma árvore e outra com um relâmpago.

O governador de Leyte do Sul, Roger Mercado, disse que o supertufão provocou deslizamentos que bloquearam rodovias, arrancaram árvores e telhados de casas. As densas nuvens e fortes chuvas fizeram o dia parecer noite, segundo Mercado.

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"Quando você se depara com um cenário como este, pode apenas rezar, rezar e rezar", disse Mercado à Associated Press por telefone, acrescentando que os prefeitos na cidade ainda não falaram de nenhum grande dano provocado.

"Espero que isso signifique que eles foram poupados e não o contrário", disse. "Meu maior medo é que haja muitas perdas de vida e de propriedades."

Veja mais imagens da destruição do tufão Haiyan:

Meteorologistas afirmam que o Haiyan sustenta ventos de até 235 km/h, com rajadas de 275 km/h quando tocar o solo. Isso faz dele o maior tufão deste ano, disse Aldczar Aurelio, autoridade meteorológica do governo.

Eduardo del Rosario, chefe da defesa civil, disse que um poderoso tufão com força similar que atingiu as Filipinas em novembro de 1990 matou 508 pessoas e deixou 246 desaparecidas, mas que, dessa vez, as autoridades conseguiram retirar moradores de locais de risco antes que o tufão atingisse o país para minimizar as perdas.

Com AP

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