Ex-militante William Potts, que já cumpriu pena de 13 anos de prisão em Cuba, será processado por pirataria aérea

Reuters

Um ex-militante dos Estados Unidos que sequestrou um avião para Cuba há quase 30 anos voltou na quarta-feira ao seu país natal, onde será processado por pirataria aérea, disse um porta-voz do FBI.

William Potts está sob custódia da polícia federal norte-americana em Miami, e deve comparecer perante um juiz, segundo o agente especial Michael Leverock.

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A saga de Potts começou em 1984, quando ele embarcou num voo de Newark para Miami com um arma escondida, com a qual sequestrou o avião com 56 passageiros e obrigou o piloto a pousar em Havana, onde achou que seria bem recebido.

William Potts está sob custódia da polícia federal norte-americana em Miami
Reuters
William Potts está sob custódia da polícia federal norte-americana em Miami


Ao invés disso, Potts foi preso e condenado por pirataria aérea. Cumpriu pena de 13 anos numa prisão cubana, e ao ser libertado permaneceu em Cuba, onde se casou e teve duas filhas, que moram nos EUA desde 2012.

"Estou muito ansioso por retornar, isso já dura muito tempo. Espero uma solução justa", disse Potts, de 56 anos, a jornalistas que o aguardavam na entrada do aeroporto José Martí, nos arredores de Havana.

Ele disse que espera que os EUA levem em conta a pena que ele já cumpriu em Cuba. "Cometi um crime, paguei o que devia e é isso."

Potts foi militante do grupo nacionalista negro norte-americano Panteras Negras. Acredita-se que mais de uma dúzia de seus integrantes ainda viva em Cuba depois de terem sequestrado aviões.

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