Rebeldes do Congo anunciam fim da insurgência

Por iG São Paulo |

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Um líder do grupo tutsi M23 afirmou que movimento resolverá diferenças somente através de 'meios políticos'

Um líder do grupo rebelde M23 no leste do Congo disse nesta terça-feira (5) que seu movimento está colocando fim à insurgência mais de um ano e meio depois, enquanto o Exército congolês capturou as últimas duas montanhas que estavam sob o controle dos insurgentes.

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AP
Soldado do grupo M23 é visto na cidade de Rubare, no estado de Kivu do Norte, região disputada entre rebeldes e exército do Congo

O grupo buscará resolver suas diferenças através "somente de meios políticos", aifrmou o presidente do M23 Bertrans Bisimwa em um comunicado divulgado na manhã desta terça.

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Bisimwa ordenou que os comandantes rebeldes do M23 "preparem tropas para o processo do desarmamento, desmobilização e reintegração social nos termos a serem acordados com o governo congolês".

Diálogos de paz entre os dois lados do conflito estão paralisados desde dezembro e, no mês passado, o Exército congolês avançou sua campanha contra os rebeldes. Em uma rápida ofensiva, os soldados capturaram de volta o controle de mais de seis cidades em poucos dias.

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O porta-voz do governo do Congo, Lambert Mende, declarou vitória sobre os rebeldes na manhã desta terça, confirmando que o Exército havia retomado os dois últimos redutos rebeldes em Chanzu e Runyonyi.

Cautelosos, analistas afirmam que o M23 pode não ser o último símbolo de descontentamento oriundo do grupo étnico dos tutsis no leste do Congo, e alertam para o possível surgimento de outros grupos.

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Acredita-se que o M23 tenha recebido apoio financeiro e militar do governo de Ruanda, cujo presidente é tutsi. Ruanda nega ter ajudado os rebeldes, embora isso tenha ficado evidente em um relatório produzido pela ONU.

O M23 lançou seu movimento em abril de 2012, acusando o governo de não cumprir um acordo de paz de 23 de março de 2009. Os rebeldes controlaram por um curto período Goma, uma cidade de 1 milhão de habitantes em novembro de 2012, antes de voltar atrás sob pressão internacional.

Após a captura de Goma, divisões internas se acumularam no M23. O grupo ficou enfraquecido depois que seu líder Bosco Ntaganda se entregou ao Tribunal Penal Internacional (TPI) no início do ano.

Com AP

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