Potências apostam em via diplomática para solucionar conflitos

Por Nahum Sirotsky - colunista em Israel |

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EUA, China e outros assumem postura europeia pela opção pacífica, enquanto países menores se armam

Eu me recordo de que quando se popularizou o voo comercial. Diziam que o mundo havia diminuído, mas, na prática, isso não é verdade. Por isso, os americanos justificam a espionagem de líderes políticos, com a alegação de que ela é vital para a segurança mundial. Segundo o governo americano, a espionagem, que se acentuou depois da derrubada das Torres Gêmeas, em 2001, contribuiu para que se impedissem inúmeros atentados terroristas.

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AP Photo/Charles Dharapak
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pronunciamento na Casa Branca, em Washington

O mundo ficou pequeno pelo pouco tempo que se gasta para se ir de um lado a outro. Os satélites, aviões não tripulados e a internet permitem que os países mais desenvolvidos observem o dia a dia de todos os que lhes interessam, mas essas observações eletrônicas não dizem o suficiente sobre a vida dos países. A presença de espiões ainda é fundamental.

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Por exemplo, nos casos da Síria e do Irã: ainda não se sabe o que acontece com os seus arsenais. Foi dito que os sírios não possuem os meios de produção para armas químicas e biológicas, que importaram maciçamente. No fim de outubro, afirmavam fontes que o presidente Bashar Al-Assad já teria iniciado a destruição de tais armamentos. O Irã insiste em dizer que não está em busca de uma bomba atômica. Porém, o mundo vive na frase: “Ver para crer”.

Em novembro, duas importantes reuniões ocorrem em Genebra, Suíça. Na primeira, as cinco potências com poder de veto do Conselho de Segurança mais a Alemanha encontram dirigentes para discutir a destruição de armas químicas e tentarem promover a paz interna na Síria, onde já morreram mais de 100 mil pessoas. A hipótese de promover a pacificação parece menos provável do que o entendimento. Existem inúmeros grupos rebeldes, com ideologias totalmente diferentes. Eles não se entendem. Então, a solução do conflito é muito improvável.

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A outra conferência, com os mesmos protagonistas, será para discutir a questão da suposta bomba atômica do Irã. O Iraque, do qual os americanos se retiraram e deixaram o poder nas mãos de locais, está pedindo ajuda militar dos EUA através de armas e ações anti-terror. E ameaça, dizendo que se não receber de Obama, pedirá a outras fontes, como a Rússia.

Mas o principal acontecimento atual é o fato das grandes potências estarem optando pela solução de conflitos, por meios diplomáticos. Até Barack Obama persiste nestes meios, inclusive no caso do Irã. Só as nações menores armam-se e se preparam para enfrentar quaisquer perigos. Esta opção, pelos meios pacíficos, é uma mudança fundamental, que os países da Europa já tinham assumido.

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A China é outro exemplo desta opção, pois amplia as relações com Taiwan e aplica, em relações internacionais, a política que foi lançada pelo governo americano, com o nome de “Boa Vizinhança”, há 60 anos, que consiste em investir e facilitar trocas comerciais. A África está sendo transformada aos poucos pela presença chinesa. É muito interessante acompanhar o que fazem os chamados comunistas da nação mais populosa do mundo.

Colaborou Nelson Burd

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