País tem sofrido aumento de sequestros em cidades onde ocorrem confrontos entre forças do governo e Renamo

Reuters

A mineradora Rio Tinto informou nesta sexta-feira (1º) que está retirando de Moçambique as famílias de funcionários expatriados por questão de segurança, mas que as operações de mineração e embarque de carvão continuam em funcionamento no país do sul da África.

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BBC
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A retirada reflete a crescente preocupação internacional com a falta de segurança em Moçambique, que tem sofrido um aumento no número de sequestros em grandes cidades e onde tem ocorrido confrontos entre as forças do governo e a guerrilha de oposição Renamo (Resistência Nacional Moçambicana).

"A segurança dos empregados e de seus familiares é a prioridade número um", disse a Rio Tinto em comunicado, anunciando a medida preventiva como temporária e acrescentando que as "operações continuam como planejado, incluindo o embarque de carvão".

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A empresa, que tem ações listadas em Londres, explora minas de carvão ao lado da Vale na província de Tete, no noroeste do país, e transporta a commodity de trem até o litoral para exportação.

Em junho, a Rio Tinto suspendeu brevemente as exportações de carvão devido a ameaças de interrupção das ferrovias por parte da Renamo, que cobra reformas políticas do governo do presidente Armando Guebuza.

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Desde abril, a Renamo tem realizado emboscadas e ataques contra civis e alvos da polícia e das Forças Armadas na região central de Moçambique.

Na quinta-feira, dezenas de milhares de moçambicanos marcharam na capital Maputo e em duas outras cidades para protestar contra a ameaça de conflito armado no país e o aumento do número de sequestros.

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