Reféns franceses no Níger voltam para casa após três anos no Saara

Por Reuters |

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Na França, se discute se houve ou não pagamento de resgate; chanceler foi enviado ao Níger para buscá-los

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Quatro franceses mantidos reféns no deserto do Saara por homens armados ligados à Al-Qaeda por três anos deixaram o Níger em um avião do governo francês nesta quarta-feira (30), enquanto na França se discute se houve ou não o pagamento de um resgate.

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AP
Daniel Larribe, um dos quatro reféns feitos reféns por militantes da Al-Qaeda por três anos no Sahel, caminha no aeroporto de Niamey, Níger

Os homens, sequestrados em 2010 enquanto trabalhavam para o grupo nuclear francês Areva e uma subsidiária do grupo de construção Vinci no norte do Níger, foram libertados na terça-feira (29) depois de negociações secretas.

Eles embarcaram em um avião com o chanceler francês, Laurent Fabius, e outro ministro enviado para buscá-los. "Estou muito feliz. Foi difícil, o calvário de uma vida", disse Thierry Dol, um dos homens libertados.

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Fabius negou que o governo tenha pago um resgate, mas muitos meios de comunicação e analistas franceses, citando fontes anônimas, disseram que houve um pagamento.

A França afirma que encerrou a política de pagar resgates por reféns, mas suspeitas de que o país ainda pague pela libertação de seus cidadãos tem sido uma fonte de tensão com os EUA.

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A libertação dos homens pode beneficiar politicamente o presidente francês, François Hollande, um dia depois de uma pesquisa mostrar que ele se tornou o presidente francês mais impopular na história, diante de seguidos problemas sobre impostos, imigração e desemprego.

Nenhum detalhe foi divulgado sobre as circunstâncias da libertação, mas o presidente do Níger, Mohamadou Issoufou, disse que os homens foram recuperados no norte do Mali.

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