EUA afirmam à ONU que não vão espionar comunicações da entidade

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Reportagem em revista alemã havia revelado que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) teve acesso ao sistema de videoconferência da entidade

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A Organização das Nações Unidas afirmou nesta quarta-feira (30) que os Estados Unidos se comprometeram a não espionar as comunicações da entidade, depois de uma reportagem revelar que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) teve acesso ao sistema de videoconferência da ONU.

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Relembre as principais denúncias sobre os programas de espionagem dos EUA

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Sede da ONU em Nova York, EUA

A ONU entrou em contato com autoridades norte-americanas após as revelações de espionagem feitas pela revista alemã Der Spiegel, em agosto, citando documentos vazados pelo ex-prestador de serviços da NSA Edward Snowden.

"Fui informado que as autoridades norte-americanas deram garantias de que as comunicações das Nações Unidas não são e não serão monitoradas", disse o porta-voz da ONU, Martin Nesirky, a jornalistas nesta quarta-feira.

Nesirky não quis fazer mais comentários quando questionado se autoridades dos EUA já haviam espionado as comunicações da ONU.

Mais um caso: EUA espionaram Vaticano e o papa Francisco, diz revista italiana

Os Estados Unidos têm enfrentado críticas internacionais sobre suas atividades de vigilância de longo alcance, após a divulgação feita por Snowden de documentos previamente secretos neste ano.

Aliados dos EUA, incluindo a presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã, Angela Merkel, protestaram sobre a espionagem norte-americana de chefes de Estado.

O presidente norte-americano, Barack Obama, recentemente determinou que a NSA reduza as escutas na sede da ONU, em Nova York, como parte de uma revisão de vigilância eletrônica dos EUA, disse à Reuters nesta semana uma autoridade familiarizada com a decisão. A NSA não quis comentar.

A extensão completa da espionagem dos EUA sobre a ONU não é conhecida publicamente, nem está claro se os norte-americanos encerraram todo o monitoramento de diplomatas designados para a ONU em Nova York ou em outros lugares do mundo.

"A inviolabilidade de missões diplomáticas, incluindo as Nações Unidas, está bem estabelecida no direito internacional e, portanto, todos os Estados-membros devem agir em conformidade", disse Nesirky.

A Convenção de Viena de 1961, que rege as relações diplomáticas, protege as funções da ONU, missões diplomáticas e outras organizações internacionais.

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