Ministério das Relações Exteriores disse que país está preocupado com suposto monitoramento de aliados

Reuters

A China vai intensificar as medidas de segurança após denúncias de que a Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA, na sigla em inglês) coletou dados de milhões de telefonemas na Europa e espionou importantes líderes aliados dos EUA, informou o governo nesta quarta-feira (30).

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Placa do lado de fora do gabinete da Agência de Segurança Nacional (NSA)
AP
Placa do lado de fora do gabinete da Agência de Segurança Nacional (NSA)

"Como muitos outros países, temos acompanhado de perto essas reportagens", disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Hua Chunying em entrevista coletiva. "A China está preocupada a respeito de sucessivas revelações de escutas e vigilância, e presta atenção em como essa situação vai se desenrolar."

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"Vamos dar os passos necessários para manter de maneira resoluta a segurança de nossa informação", disse Hua, sem dar mais detalhes.

Em audiência no Congresso dos EUA na terça, o diretor da NSA defendeu a agência , dizendo que seus atos estão dentro da lei que prevê ações para impedir ataques de militantes, e classificou como falsas as reportagens de que a NSA coletou dados de milhões de ligações telefônicas na Europa.

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Hua não comentou se a China também conduzia ações de monitoramento a ligações telefônicas em outros países, mas acredita-se amplamente que os serviços de segurança do país realizem uma sofisticado operação de escutas, pelo menos internamente.

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Diplomatas estrangeiros dizem que autoridades frequentemente deixam seus celulares e computadores ou tablets em casa ao viajarem para a China, devido à preocupação sobre o monitoramento e invasão por parte dos chineses.

O governo chinês é frequentemente acusado, sobretudo pelos EUA, de invadir redes de computadores estrangeiras, tendo como alvo tanto empresas como departamentos dos governos. A China nega com veemência as acusações, dizendo ser ela própria uma das maiores vítimas de invasões.

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