Separadamente, comitê europeu irá à Casa Branca após novas denúncias envolvendo França, Alemanha e Espanha

Uma delegação de autoridades da União Europeia continuará sua missão em Washington nesta quarta-feira (30), em um encontro com oficiais da Casa Branca para discutir as recentes revelações de que a Agência Nacional de Segurança (NSA, sigla em inglês) espionou líderes europeus e seus cidadãos.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, fala durante coletiva com chanceler alemã Angela Merkel na Chancelaria em Berlim (19/6)
AP
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O comitê de liberdades civis do Parlamento Europeu está em Washington desde segunda-feira (28), e já se encontrou com autoridades do Departamento de Estado, do Capitólio e de várias agências de inteligência.

Separadamente, uma delegação alemã de autoridades de inteligência também vai dialogar com representantes na Casa Branca para esclarecer as denúncias de que o celular da chanceler Angela Merkel teria sido alvo de escutas americanas .

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A delegação de Merkel inclui Christoph Heusgen, assessor de Relações Exteriores da chanceler, e Guenter Heiss, o coordenador do serviço secreto alemão, segundo a porta-voz da NSA Caitlin Hayden. A conselheira de Segurança Nacional dos EUA Susan Rice e o diretor Nacional de Inteligência James Clapper também devem participar da reunião.

Segundo Hayden, o encontro era parte do acordo alcançado entre o presidente dos EUA, Barack Obama, e a chanceler alemã na semana passada para aprofundar a cooperação entre EUA e Alemanha sobre a questão da inteligência

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Hoje, também na Casa Branca, segundo a rede americana CNN, além da delegação de Merkel, o comitê do Parlamento Europeu se encontrará com Karen Donfried, que é diretora sênior dos assuntos europeus para o Conselho de Segurança Nacional, para discutir o impacto dos programas de vigilância americanos em cidadãos do continente.

Os diálogos foram descritos como uma oportunidade para explorar "remediação legal possível para cidadãos da União Europeia" afetados pela vigilância americana.

Enquanto líderes europeus, incluindo Merkel junto a seus colegas francês e espanhol, reagiram com indignação às denúncias de espionagem, autoridades dentro da comunidade de inteligência americana começaram a responder publicamente.

O chefe da NSA, o general Keith Alexander, negou na terça-feira que os EUA coletam registros de telefone e email diretamente de cidadãos europeus , classificando as reportagens baseadas em vazamentos de Edward Snowden como "completamente falsas".

Alexander e Clapper testemunharam diante do Comitê de Inteligência da Câmara, onde um crescente número de legisladores pediram por uma revisão do procedimento de coleta de inteligência.

Clapper foi ainda mais longe, dizendo a deputados que tal cobertura de espionagem entre nações era "fundamental", incluindo as tentativas de acessar suas comunicações.

A Casa Branca já afirmou que vai fazer um reexame no processo de como esssas informações são coletadas . O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, afirmou a repórteres na terça que "precisamos olhar e garantir que não estamos apenas reunindo inteligência porque podemos, mas porque precisamos", acrescentando que a revisão já está encaminhada e deve ser completada ao fim do ano.

Com agências internacionais

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