Insegurança impede inspeções químicas em duas instalações da Síria

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Inspetores internacionais conseguiram chegar a 21 locais que fazem parte do acordo para destruir arsenal químico

Reuters

Preocupações de segurança impediram que inspetores internacionais chegassem a dois dos 23 locais apontados pela Síria como parte de um acordo destinado a destruir seu arsenal químico, disse a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) na segunda-feira.

Conheça a nova home do Último Segundo

Síria: Assad cogita reeleição e diz que conferência de paz não tem data

Chefe da ONU sobre espionagem: 'Estados devem respeitar lei'

AP
Inspetores conseguem chegar a 21 instalações para inspeção química

Os demais 21 locais haviam sido inspecionados até 27 de outubro, prazo definido como parte do programa de desarmamento sírio. "Os dois locais remanescentes não foram visitados devido a preocupações de segurança", disse em nota a Opaq, entidade que recebeu neste mês o Prêmio Nobel da Paz.

Os riscos estão associados à guerra civil da Síria, que começou há dois anos e meio e já matou mais de 100 mil pessoas. A Opaq não informou onde ficam os locais que deixaram de ser visitados, mas uma fonte oficial disse, sob anonimato, que elas são de menor importância. "Um deles está vazio, e o outro também não é tão importante."

Crise humanitária: Turquia diz já ter recebido 600 mil refugiados sírios

Cerco do Exército: Fome ameaça subúrbios rebeldes de Damasco

Na semana passada, secretários e ministros das Relações Exteriores de 11 países se reuniram no Reino Unido com a oposição da Síria apoiada pelo Ocidente para preparar as negociações de paz na Síria previstas para ocorrer em Genebra no próximo mês, enquanto a guerra civil no país entra em seu 31º mês.

Durante a reunião do grupo "Londres 11", que busca fortalecer a oposição síria e estabelecer as bases de trabalho para a negociação "Genebra 2", o chanceler britânico William Hague disse que considera vital a participação de todos os setores da oposição da Síria para que se possa encontrar um fim para o conflito.

Oriente Médio: Onda de refugiados sírios pressiona tecido social de vizinhos

Infográfico: Saiba o que está em jogo para o Oriente Médico com guerra síria

As conversas encontram grandes obstáculos, incluindo divisões dentro da oposição, rivalidade entre grupos rebeldes e a relutância do presidente sírio, Bashar al-Assad , em entregar o poder. Muitos combatentes islâmicos que combatem as forças de Assad no país não reconhecem a oposição no exílio, que tem o apoio do Ocidente.

Leia tudo sobre: síriaarmas químicas

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas