Líderes dos EUA e do Paquistão prometem cooperação para aliviar tensões

Por iG São Paulo |

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Obama e Nawaz Sharif se encontraram em Washington; ataques com aviões americanos não tripulados foi tema

Buscando melhorar uma conturbada relação, o presidente dos EUA, Barack Obama, e o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif prometeram cooperação na quarta-feira (23) em questões relacionadas à segurança que prejudicaram os laços entre as duas nações.

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AP
O presidente dos EUA, Barack Obama, se encontra no Salão Oval com o premiê paquistanês, Nawaz Sharif, em Washington (23/10)

Falando ao lado de Obama no Salão Oval, Sharif disse ter levantado a questão dos ataques americanos com aviões não tripulados durante a reunião de duas horas "enfatizando a necessidade de um fim a esses ataques".

De sua parte, Obama não fez nenhuma menção ao uso de drones, que alimentou o ressentimento generalizado no Paquistão, porque, segundo organizações, tais ataques mataram vários civis.

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Apesar das preocupações do Paquistão, os EUA não deram nenhuma indicação de que estão dispostos a abandonar os ataques, embora o número tenha caído nos últimos dois anos. O governo paquistanês secretamente apoiou os ataques no passado, e as autoridades americanas afirmam que os líderes mais proeminentes continuam a fazê-lo.

O jornal Washington Post, citando documentos secretos da CIA e memoriais diplomáticos do Paquistão, afirmou que autoridades sênior do governo paquistanês apoiaram o programa por anos e rotineiramente recebiam informações sobre os ataques e as mortes provocadas.

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O encontro de quarta-feira marcou a primeira vez que Obama e Sharif se encontraram pessoalmente desde que o líder assumiu o cargo em junho. O simples fato de que um diálogo acontecer já é indicado como um sinal de progresso após um período particularmente duro nas relações entre os parceiros de segurança.

Obama reconheceu que ainda há tensões entre os EUA e o Paquistão, mas disse que ele e Sharif concordaram em construir uma relação baseada no respeito mútuo. "É um desafio. Não é fácil", disse.

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As tensões atingiram seu grau máximo em 2011 depois da operação dos EUA no território paquistanês que matou o procurado Osama bin Laden e a morte acidental de 20 soldados do Paquistão em um ataque aéreo na fronteira com o Afeganistão no mesmo ano.

Mas há recentes sinais de progresso, com o Paquistão reabrindo as rotas de abastecimento ao Afeganistão que foi fechada em retaliação à morte dos soldados. Antes da visita de Sharif, os EUA decidiram disponibilizar mais de US$ 1,6 bilhão em ajuda militar e econômica ao Paquistão, que havia sido suspenso em 2011.

Com AP

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