Bachelet aumenta vantagem sobre candidata de direita no Chile, diz pesquisa

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Ex-presidente do país tem 32% da preferência do eleitorado, contra 20% da candidata Evelyn Matthei

Reuters

A candidata de direita na disputa presidencial do Chile, Evelyn Matthei, perdeu terreno em sua dura batalha contra a líder nas pesquisas, a ex-presidente Michelle Bachelet, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (22).

Conheça a nova home do Último Segundo

AP
Ex-presidente Michelle Bachelet acena para partidários após vencer as primárias presidenciais em Santiago, Chile (30/6)

A pesquisa do instituto Ipsos mostrou Bachelet, de centro-esquerda, com 32% da preferência dos prováveis eleitores na eleição de 17 de novembro, um ponto percentual a menos do que o último levantamento divulgado há duas semanas. Ela foi a primeira mulher a presidir o Chile, entre 2006 e 2010.

Bachelet sobre eleições: 'O Chile mudou e ficou mais exigente'

Em março: Michelle Bachelet volta ao Chile para disputar eleição presidencial

A sondagem apontou Matthei com 20%, ante os 23% da pesquisa anterior, e o economista Franco Parisi tem 14%, ante 15% na sondagem anterior.

Cerca de 11% dos eleitores do maior produtor mundial de cobre seguem indecisos ou planejam votar branco ou nulo, com o restante dos prováveis votos se dividindo entre os demais seis candidatos que disputarão o primeiro turno.

A pesquisa indica que a eleição irá para um segundo turno, marcado para 15 de dezembro, como também apontava um levantamento divulgado na semana passada.

Ditadura militar: Direita escolhe candidata presidencial sob ecos do passado

Longueira: Problema de saúde faz governista abandonar corrida presidencial

Bachelet precisa conquistar mais de 50% dos votos para evitar um segundo turno.

O número restrito de pesquisas e o fato de que o voto no Chile agora é facultativo injetaram uma dose de risco na formulação de projeções, embora Bachelet seja vista como favorita por meses por causa de sua personalidade e promessas de combater a desigualdade econômica.

Com a expectativa de que Bachelet, ex-chefe da agência ONU Mulheres, seja eleita, a principal questão agora é se o bloco que a apoia conseguirá ter uma grande presença no Congresso para que ela possa promover as reformas que prometeu, entre elas a elevação dos impostos sobre empresas para financiar uma reforma da educação e uma reformulação da Constituição do país, datada da época da ditadura.

Leia tudo sobre: eleições no chilechilepresidentemattheibachelet

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas