Vencedores do Nobel pressionam Putin por libertação de ativistas do Greenpeace

Por Reuters |

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Signatários, entre eles Desmond Tutu, pedem que líder russo retire acusações de pirataria contra 30 detidos

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Onze contemplados com o Prêmo Nobel da Paz pediram nesta quinta-feira (17) ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, que arquive as acusações de pirataria contra 30 detidos em um protesto do Greenpeace no mês passado em uma plataforma de petróleo no Ártico. Entre os ativistas presos está a bióloga brasileira Ana Paula Maciel.

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AP
Ativista brasileira do Greenpeace Ana Paula Alminhana Maciel em cela do Tribunal do distrito de Leninsky, Murmansk, Rússia

As acusações de pirataria, passíveis de pena de até 15 anos de prisão, parecem ter como objetivo enviar a mensagem de que a Rússia não vai tolerar tentativas de prejudicar seus projetos de exploração do Ártico, região rica em recursos naturais.

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As autoridades russas ordenaram que os ativistas permaneçam em detenção pré-julgamento até 24 de novembro e os tribunais do país já negaram fiança para 16 deles. Nos próximos dias, devem ser realizadas as audiências para os demais ativistas.

Segundo o Greenpeace, a audiência marcada para esta quinta e que decidiria sobre um pedido de liberdade provisória para Ana Paula foi adiada pela Justiça russa sem que uma nova data fosse definida.

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"Estamos escrevendo para lhe pedir que faça tudo o que puder para garantir que as acusações excessivas de pirataria… sejam abandonadas e que quaisquer acusações apresentadas sejam consistentes com a lei russa e a lei internacional", disseram os laureados com o Nobel, em carta aberta a Putin.

A carta, que tem entre os signatários o ativista sul-africano antiapartheid Desmond Tutu, descreve o protesto de 18 de setembro, no qual ativistas escalaram a plataforma de petróleo de Prirazlomnaya, como "protesto não-violento, pacífico".

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