Casa Branca determina volta ao trabalho de funcionários do governo dos EUA

Por iG São Paulo |

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Obama sancionou na noite de quarta acordo aprovado no Congresso que resolve impasse fiscal temporariamente

A Casa Branca agiu rápido na madrugada desta quinta-feira (17) para recolocar o governo americano nos trilhos após 16 dias de paralisação e determinou a volta ao trabalho de milhares de funcionários federais.

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AP
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A diretora de Orçamento da Casa Branca, Sylvia Mathews Burwell, emitiu uma diretiva aos funcionários minutos após o presidente dos EUA, Barack Obama, ter sancionado a lei que encerrou a paralisação e elevou o limite de endividamento do governo.

A mensagem dela aos funcionários era para voltar ao trabalho no próximo dia regular, que para a maioria é nesta quinta-feira. "Todos os funcionários que estavam em licença não remunerada devido à falta de verba podem agora voltar ao trabalho. Vocês devem reabrir escritórios de uma forma rápida e ordenada", disse.

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Burwell afirmou que nos próximos dias a Casa Branca vai trabalhar em estreita colaboração com os departamentos e agências federais para tornar a transição de volta ao status operacional completo o mais tranquilo possível.

Na noite de quarta, o governo dos EUA reabriu suas atividades depois que o Congresso aprovou a lei para por fim à paralisação do governo e evitar um calote da dívida americana em um acordo bipartidário.

A medida foi aprovada no Senado por 81 votos a 18, e depois passada pela Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, onde foi aprovada por 285 votos a 144. O presidente Barack Obama assinou a medida pouco antes da meia-noite de quinta-feira.

O Congresso tinha um prazo estipulado pelo tesouro de 23h59 de quinta-feira para elevar o teto da dívida - a capacidade do governo de se endividar para pagar suas contas - ou corria o risco de dar um calote.

A lei garante a reabertura do governo até 15 de janeiro e eleva o teto da dívida até 7 de fevereiro, ou, talvez, por mais um mês. A medida não inclui nenhuma exigência feita pelos republicanos para erradicar ou modificar a reforma da saúde de Obama.

Houve sinais na manhã desta quinta-feira que o governo federal estava vagarosamente voltando à vida. "Estamos de volta da #paralisação", escreveu no Twitter a Instituição Smithsonian, anunciando que museus reabririam na quinta-feira e o Zoológico Nacional, em Washington, na sexta-feira.

A Standard & Poor's estima que a paralisação retirou US$ 24 bilhões da economia, e a Fitch alertou na terça-feira que estava revendo a nota do governo americano.

Na Casa Branca, o governo Obama saudou a votação no Senado e prometeu assinar a lei imediatamente. "Vamos começar a reabrir nosso governo imediatamente e podemos dissipar essa nuvem de incerteza de nossos negócios e do povo americano", disse.

Entenda o caso

A crise teve início em 1º de outubro, quando o governo entrou em paralisação parcial depois que os republicanos da Câmara se recusaram a aprovar um orçamento temporário a menos que Obama concordasse em modificar ou adiar a lei da sua reforma da saúde, conhecida como ObamaCare.

Na época, cerca de 800 mil funcionários chegaram a ficar de licença forçada e não remunerada, fechando museus, parques nacionais e suspendendo serviços considerados não essenciais. Conforme os dias passavam, e o Congresso continuava em impasse, os Estados e departamentos estabeleceram acordos que possibilitaram a rebertura de alguns serviços e a convocação da maior parte dos funcionários.

Separadamente, os republicanos conservadores também se recusaram a aprovar a elevação do teto da dívida - a capacidade que o Tesouro tem para se endividar e pagar suas contas - deixando o país sob o risco de um possível calote. Isso porque queriam o corte de gastos federais com programas sociais e outros benefícios. Banqueiros e especialistas demonstraram preocupação de que, se deputados e senadores não chegassem a um entendimento, a economia mundial poderia, novamente, mergulhar em uma recessão profunda.

Tanto a elevação do teto da dívida quanto o orçamento temporário são medidas geralmente aprovadas rotineiramente no Congresso, mas os republicanos usaram-nas medidas como moeda de troca para impor suas exigências à força. Isso fez com que seus níveis de popularidade entre os americanos caíssem consideravelmente um ano antes das eleições legislativas no país.

Com AP e Reuters

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