Parlamentares dos EUA fazem esforço final por aumento do teto da dívida

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Congresso tem até quinta-feira para chegar a um entendimento e evitar um calote do governo americano

O Senado dos EUA fará um último esforço nesta quarta-feira (16) para evitar a capacidade de endividamento do governo, algo que o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que pode resultar em um calote da dívida e desferir um golpe à economia global.

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AP
Vista do prédio do Capitólio, em Washington, EUA (15/10)

Depois de um dia de negociações complicadas, os líderes democrata e republicano no Senado disseram estar perto de chegar a um acordo sobre uma proposta para elevar o limite da dívida - e reabrir o governo parcialmente paralisado - que será levada ao plenário da Casa nesta quarta.

O destino do projeto permanece incerto na Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos, que fracassou duas vezes na terça-feira em tentativas de produzir um plano próprio. O Senado tem sessão marcada para as 13h (horário de Brasília) desta quarta, e a Câmara para as 11h.

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Com o limite de empréstimo do governo previsto para ser esgotado na quinta, o líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, e o líder republicano na Casa, Mitch McConnell, "estão muito perto" de um acordo, disse o deputado Chris Van Hollen, do Partido Democrata, à MSNBC na terça-feira à noite.

O senador democrata Heidi Heitkamp disse à CNN que o acordo "está de volta aos trilhos", após um dia de acontecimentos caóticos, que elevaram a tensão de muitos membros do Congresso e dos mercados financeiros globais.

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Após semanas de disputas entre democratas e republicanos, a paralisação de agências federais e bastante turbulência para os mercados, o acordo em discussão - se, eventualmente, promulgado - daria a Obama o que ele exige há meses: um aumento do limite da dívida e a aprovação da lei de financiamento do governo.

O acordo estenderia a capacidade de empréstimos dos EUA até 7 de fevereiro, embora o Departamento do Tesouro tenha ferramentas para prolongar temporariamente sua capacidade de endividamento para além dessa data, se o Congresso não agir no início do próximo ano.

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O governo dos EUA entrou em paralisação parcial em 1º de outubro depois que os republicanos da Câmara se recusaram a aceitar uma medida de orçamento temporário para financiar o funcionamento do governo no início do ano fiscal.

Inicialmente, eles exigiam que a lei da reforma da saúde de Obama fosse modificada ou adiada. Republicanos da Câmara também se recusaram a aprovar a elevação do teto da dívida - aumentar a quantia de dinheiro que o Tesouro pode pegar emprestado para pagar as contas do governo. Se até quinta-feira (17) não houver um entendimento, segundo o governo, haverá um calote.

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Geralmente, as duas medidas - aprovação do orçamento e elevação do teto da dívida - são aprovadas rotineiramente pelo Congresso, mas uma ala mais radical do Partido Republicano, o Tea Party, na Câmara usou as duas medidas como moeda de troca para conseguir o adiamento da lei da reforma da saúde e cortes orçamentários.

Com Reuters e AP

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