Obama apoia acordo do Senado sobre dívida e pede aprovação rápida no Congresso

Por Reuters |

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O presidente disse que os EUA estão próximos do ponto em que o Tesouro não poderá pegar novos empréstimos

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, aprovou o acordo fechado no Senado nesta quarta-feira (16) para evitar um calote da dívida e encerrar a paralisação do governo. Ele deseja que o Congresso aprove logo a medida, comunicou a Casa Branca.

AP
Líder da minoria do Senado, o republicano Mitch McConnell, participa de reunião a portas fechadas no Capitólio, Washington

O porta-voz Jay Carney, falando a repórteres sobre a reação de Obama ao acordo bipartidário fechado no Senado, disse que o acordo vai reabrir o governo e remover a ameaça de um calote da dívida.

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Ele disse que os Estados Unidos estão próximos do ponto em que o Departamento do Tesouro não poderá pegar empréstimos novos para honrar suas dívidas, e que por isso o Congresso precisa agir rápido.

O acordo

O líder da maioria do Senado, o democrata Harry Reid, e o líder da minoria, o republicano Mitch McConnell, anunciaram um plano que financiaria o governo até 15 de janeiro e permitiria ao Tesouro elevar o teto da dívida até 7 de fevereiro.

Tanto o Senado, controlado pelos democratas, quanto a Câmara, dominada pelos republicanos, devem aprovar o plano, permitindo que Obama o ratifique antes do prazo final de 17 de outubro, estipulado pelo Tesouro, para o Congresso aumentar a capacidade de endividamento do governo.

Reid agradeceu McConnell por trabalhar com ele por um fim no que se tornou o impasse mais acirrado entre os dois partidos na recente história de Washington. "Esse é o momento para a reconciliação", disse Reid.

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A crise teve início em 1º de outubro, com uma paralisação parcial do governo federal, depois que os republicanos da Câmara se recusaram a aprovar um orçamento temporário a menos que Obama concordasse em modificar ou adiar a lei da sua reforma da saúde, conhecida como ObamaCare.

O impasse ficou ainda mais grave quando os mesmos republicanos na Câmara se recusaram a aprovar a elevação do teto da dívida - a capacidade de endividamento do Tesouro para pagar as contas do governo - deixando o país sob a possibilidade de um calote catastrófico. Obama caracterizou a estratégia republicana de "extorsão" e prometeu não aceitar as condições do Partido Republicano.

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A ala radical do Partido Republicano, o Tea Party, viu a aprovação das duas medidas como possíveis moedas de troca para conseguir impedir a reforma da saúde que fornece cobertura a milhões de americanos que não possuem plano de saúde.

O presidente da Câmara dos EUA, John Boehner e a liderança republicana na Câmara se encontraram em uma diferente parte do Capitólio para planejar sua próxima ação. Um porta-voz, Michael Steel, disse que nenhuma decisão estava feita "sobre como ou quando um potencial acordo do Senado poderia ser votado na Câmara".

*Com AP e BBC

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