Assassinato na Rússia provoca violentos protestos nacionalistas em Moscou

Por iG São Paulo |

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Russo foi esfaqueado por nativo do Cáucaso; polícia prende 1,2 mil em mercado onde assassino trabalhava

A morte por esfaqueamento de um russo étnico provocou indignação em Moscou contra moradores do Cáucaso, com manifestantes invadindo um centro de compras e vandalizando um armazém de verduras na noite de domingo (13).

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Manifestantes entram em confronto com a tropa de choque da polícia durante protesto em Moscou, Rússia (13/10)

A polícia prendeu 1,2 mil pessoas nesta segunda-feira (14) no que chamou de "ação preventiva" no armazém de verduras, onde os manifestantes acreditavam que o assassino trabalhava. No domingo, a polícia também prendeu manifestantes, mas mantiveram apenas dois sob custódia, enquanto outros 70 foram liberados sob fiança.

O porta-voz da polícia de Moscou, Andrei Galiakberov disse à uma emissora estatal russa que os agentes estão investigando alguns dos detidos por possíveis conexões criminosas. A polícia também afirma ter encontrado um carro cheio de dinheiro e armas não licenciadas.

Acredita-se que Yegor Shcherbakov, 25, foi morto por um homem do norte do Cáucaso, região no sul da Rússia onde a população é majoritariamente muçulmana. Os nativos do Cáucaso trabalham em vários armazéns de verdura na capital da Rússia.

O Comitê de Investigação, principal agência investigativa do país, disse em um comunicado que a vítima foi morta em uma disputa por causa de sua namorada, enquanto o casal voltava para casa na quinta-feira.

A polícia divulgou a imagem do suspeito captada por uma câmera de segurança, mas sua identidade ainda não foi descoberta.

AP
Detidos pela polícia fazem fila para checagem de documentos em um armazém de vegetais nos arredores de Moscou, Rússia

Os principais protestos aconteceram em Biryulyovo, um distrito localizado ao sul de Moscou. Centenas de russos étnicos estavam envolvidos na manifestação e alguns gritavam palavras de ordem nacionalistas e reclamavam de impunidade. O departamento da polícia chegou a convocar forças extras para tentar conter a violência.

Com AP

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