Ciclone deixa rastro de destruição na Índia

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Tempestade mais forte na Índia em 14 anos provocou sete mortes; velocidade dos ventos caiu para 90 km/h

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A tempestade mais forte na Índia em 14 anos deixou um rastro de destruição ao longo da costa leste do país neste domingo (13), mas poucas mortes foram registradas depois que quase um milhão de pessoas buscou refúgio em abrigos.

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Indianos caminham segurando suas bicicletas por entre árvores derrubadas pelo ciclone Phailin em estrada em Berhampur, Índia

Assista ao vídeo: Ciclone atinge Índia com ventos de 200 km/h

O ciclone Phailin deve se dissipar em 36 horas, perdendo força enquanto segue em direção ao interior depois de se aproximar do continente no sábado vindo da Baía de Bengala, trazendo ventos de mais de 200 km/h que destruíram casas e derrubaram árvores.

As autoridades no Estado de Odisha disseram que o total de mortos era de sete pessoas, todas mortas enquanto os ventos açoitavam o litoral antes da chegada da tempestade, quatro por quedas de árvores e uma quando as paredes de sua casa de barro desabaram.

No sábado: Ciclone gigante atinge costa leste da Índia

O ciclone era uma das três grandes tempestades sobre a Ásia no domingo. O tufão menor Nari estava se aproximando do Vietnã e o tufão Wipha pairava sobre o Pacífico.

Pelo menos 873 mil moradores de Odisha e da vizinha Andhra Pradesh passaram a noite em abrigos, alguns construídos depois que uma tempestade em 1999 matou 10 mil na mesma região. Outras buscaram segurança em escolas e templos, em um exercício que as autoridades que lidam com o gerenciamento de desastres descreveram como uma das maiores evacuações da Índia.

"Salvamos vidas colocando-as em abrigos a tempo", disse o comissário especial de socorro de Odisha, J.K. Mohapatra.

Houve preocupação com 18 pescadores em alto mar quando o ciclone chegou, mas a polícia disse no domingo que todos voltaram em segurança.

Mais para o nordeste, autoridades portuárias disseram temer que um cargueiro panamenho, o MV Bingo, com 8 mil toneladas de minério de ferro e uma equipe de 17 chineses e um indonésio, tivessem afundado no sábado quando a tempestade se agitava sobre a Baía de Bengala.

"A tripulação deixou o navio em um barco salva-vidas por volta das 16h do sábado, mas ainda não foi encontrada", disse à Reuters I. Jeyakumar, vice-presidente do Kolkata Port Trust.

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Indianos observam ondas gigantes na costa da Baía de Bengala, em Vishakhapatnam

Mas eles estavam provavelmente vivos, ele acrescentou, já que contatos via rádio foram feitos até a manhã de domingo. Na terra, o caminhoneiro Jayaram Yadav, transportando carros pela Índia, se abrigou na cabine de seu veículo de 28 toneladas na noite de sábado enquanto o vento uivava ao redor.

"Eu só pensava: vai tombar - e então tombou", disse Yadav, que sobreviveu ileso enquanto seu caminhão com oito veículos foi arrastado pela rodovia costeira.

Os ventos reduziram a velocidade para 90 km/h no domingo e a chuva diminuiu. Mas largas faixas de Odisha, incluindo sua capital, Bhubaneswar, ficaram sem energia pelo segundo dia depois que a tempestade derrubou cabos de energia.

As autoridades disseram que era cedo demais para fazer os cálculos dos prejuízos de forma exata.

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